Gamertag

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 10

Capítulo I — A queda e o que sobra dela

O Capítulo 10 é, até agora, o melhor capítulo do livro. Não apenas porque a história anda, mas porque ela começa a ganhar densidade emocional. A queda do campo de Quadribol não termina na enfermaria. Ela continua dentro de Harry.

Os amigos tentam animá-lo. Dizem que foi apenas um desmaio. Que ele não se machucou. Que poderia ter sido pior. Mas há uma perda que não pode ser suavizada: a Nimbus 2000 está destruída. O Salgueiro Lutador fez o que faz melhor — esmagou.

Ainda assim, Harry guarda os restos da vassoura. E esse detalhe é pequeno apenas na superfície. Ele não descarta. Ele preserva. Mesmo quebrado.

Às vezes não guardamos objetos — guardamos o que eles significaram.

Capítulo II — Dementadores e memórias que sangram

Lupin retorna às aulas. E Harry, finalmente, pergunta o que precisa perguntar. O que aconteceu com ele? Por que ele reage daquela forma?

A resposta é perturbadora. Os dementadores não apenas sugam alegria. Eles forçam Harry a ouvir o momento mais traumático da sua vida — Voldemort assassinando sua mãe.

Aqui a história muda de tom. Não é mais apenas mistério. É trauma.

Harry pede ajuda. Existe um feitiço? Algo que possa afastá-los? Lupin diz que ensinará. Não hoje. Mas ensinará.

Quando o passado não pode ser esquecido, ele precisa ser enfrentado.

Capítulo III — O Mapa do Maroto e a memória afetiva

A Grifinória ainda tem chance no Quadribol, mas o capítulo ganha sua verdadeira força com a nova visita a Hogsmeade.

Fred e George presenteiam Harry com o Mapa do Maroto. E aqui acontece algo interessante comigo como leitor. “Os senhores Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas...” Essa frase não é apenas texto. É memória. É eco de filmes. É eco de canais que acompanhei. É memória afetiva ativada.

“Malfeito feito.” A frase carrega algo quase ritualístico.

Algumas palavras não são apenas faladas — elas são reconhecidas.

Capítulo IV — A passagem secreta e o jogo invadindo o livro

A passagem atrás da Bruxa Corcunda. Indo para o porão da Dedos de Mel.

Eu conheço essa passagem. Passei por ela mais de uma vez em Hogwarts Legacy. Caminhei por aquele túnel. Saí em Hogsmeade por ali.

E essa é uma das experiências mais curiosas dessa leitura: o jogo invade o livro. O livro valida o jogo. E tudo se mistura.

Quando você já caminhou por um lugar em outro formato, a leitura se torna reencontro.

Capítulo V — O peso da revelação

Em Hogsmeade, no Três Vassouras, Harry ouve a conversa. Professores. O Ministro da Magia. Verdades sussurradas.

Sirius Black não era apenas amigo de James Potter. Era seu melhor amigo. Era padrinho de Harry. E foi ele — supostamente — quem traiu os Potters.

Aqui o livro ganha gravidade. A ameaça deixa de ser apenas um fugitivo. Torna-se traição. Torna-se sangue.

O perigo é assustador. A traição é devastadora.

Capítulo VI — Saber o final e ainda sentir o impacto

Eu já sei que essa história não é exatamente assim. Eu já vi os filmes. Sei que há camadas.

Mas ainda assim, ouvir essa versão dói. Porque dentro do livro, naquele momento, Harry ainda acredita. E a dor dele é real.

Mesmo sabendo o desfecho, a jornada continua tendo peso. Não pela surpresa — mas pela construção.

Conhecer a verdade não anula a força da mentira no momento em que ela é revelada.

Capítulo VII — O capítulo que muda o livro

Este capítulo marca uma virada. O trauma ganha nome. O inimigo ganha rosto. O passado invade o presente.

E pela primeira vez neste livro, a história deixa de apenas se posicionar e começa realmente a avançar.

Às vezes o livro não acelera. Ele aprofunda.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 9

Capítulo I — A normalidade que nunca é normal

O Capítulo 9 tenta estabelecer uma rotina. Mas é uma rotina artificial. A Mulher Gorda foi atacada. Os alunos dormem no Salão Principal. Professores fazem varreduras. Sirius Black esteve dentro de Hogwarts.

E ninguém sabe como.

Essa é a parte que mais me agrada: eu não me lembro disso claramente no filme. E isso significa algo raro — eu posso ser surpreendido.

Quando a memória falha, a leitura volta a ser descoberta.

Capítulo II — Teorias de quem lê sabendo demais

Minha teoria atual, lendo o capítulo 9: Sirius Black está disfarçado como o professor Lupin.

Por quê? Porque nos dois livros anteriores, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas sempre foi peça central do mistério.

Talvez seja uma Poção Polissuco. Talvez algo mais forte. Talvez seja só paranoia.

Mas há algo estranho em Lupin. E o fato de ele faltar à aula logo depois e ser substituído por Snape só alimenta essa sensação.

Quando a história repete padrões, o leitor aprende a desconfiar.

Capítulo III — Snape e a pedagogia da punição

Snape substitui Lupin. E decide ensinar o final do livro, não o início.

Ele transforma a aula em punição. Em provocação. Em disciplina agressiva.

Como professor — e analisando isso em 2026 — eu considero essa postura praticamente antiética. A disciplina é importante. Mas não como humilhação. Não como instrumento de ressentimento.

Aula não é castigo. Conhecimento não deveria ser arma.

Capítulo IV — Quadribol sob tempestade

Chega a partida contra a Lufa-Lufa. E surge um nome: Cedrico Diggory.

Eu me lembro dele. Lembro do Cálice de Fogo. E isso traz uma sombra inevitável.

Gostar dele agora já vem acompanhado de uma tristeza futura.

Conhecer o destino de alguém muda a forma como o enxergamos no presente.

Capítulo V — A chuva, os dementadores e a queda

A partida começa sob chuva pesada. Visibilidade quase nula. Hermione ajuda Harry com um feitiço repelente de água.

Mas, como sempre, Harry nunca joga apenas Quadribol. Sempre há algo além.

E então surgem os dementadores. Não como guardas. Mas como presença. Como invasão.

Harry cai. Perde os sentidos. A partida é perdida.

Para Harry, o jogo nunca é só o jogo.

Capítulo VI — O Salgueiro Lutador e a perda

A vassoura. A Nimbus 2000. Vai parar no Salgueiro Lutador.

E ali é destruída. Despedaçada. Sem retorno.

Não é apenas um objeto. É símbolo. É liberdade. É identidade.

Às vezes perder um objeto é perder uma parte da própria história.

Capítulo VII — Tudo dando errado

Malfoy continua fingindo dor. Snape continua amargo. Lupin continua misterioso. Sirius continua à solta.

Harry perde sua vassoura. Perde a partida. Perde estabilidade.

E pela primeira vez, o capítulo termina com sensação real de derrota.

Nem todo ano em Hogwarts começa com vitória. Alguns começam com queda.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 8

Capítulo I — As peças continuam sendo posicionadas

O Capítulo 8 é mais um daqueles capítulos de afirmação da história. Nada explode. Nada resolve. Mas tudo se encaixa um pouco mais.

As aulas continuam. A rotina da escola segue seu curso. Harry gosta cada vez mais das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Lupin conquista os alunos com naturalidade. Enquanto isso, as aulas de Poções com Snape ficam mais tensas.

Algumas rivalidades não precisam crescer — elas apenas se aprofundam.

Capítulo II — Snape, orgulho ferido e atmosfera pesada

Depois do episódio do bicho-papão vestido com as roupas da avó de Neville, Snape está ainda mais amargo. A humilhação — mesmo indireta — parece ter deixado marcas.

Quando você já está imerso no universo, seja pelos livros ou por Hogwarts Legacy, é muito fácil visualizar a cena: Snape atravessando a sala, passos rígidos, olhar cortante, silêncio pesado.

Harry não gosta das aulas de Snape. E também não gosta das aulas de Adivinhação. Uma o oprime. A outra o condena.

Entre o sarcasmo e o presságio, Harry nunca tem descanso.

Capítulo III — Bichento, Perebas e algo maior

Hermione e Rony têm uma pequena rusga. O gato Bichento tenta atacar Perebas. Parece algo simples. Um conflito doméstico.

Mas existe algo de estranho nisso. Eu me lembro que essa história é maior. Não sei se neste livro. Não sei se é reflexo dos filmes. Mas sei que há algo ali.

Nem todo detalhe em Harry Potter é casual. Alguns parecem pequenos. Até que deixam de ser.

Às vezes o que parece apenas instinto é, na verdade, intuição narrativa.

Capítulo IV — A expectativa por Hogsmeade

Finalmente chega o dia da visita a Hogsmeade. E aqui há algo curioso. Eu estava animado. Muito animado.

Eu já conheço Hogsmeade. Eu caminhei por ela incontáveis vezes no jogo. Comprei vassouras. Poções. Ingredientes. Passei por aquelas ruas.

Mas, assim como Harry, eu fico para trás.

Os alunos vão. Harry fica. E eu fico com ele.

Às vezes a frustração do personagem se torna também a nossa.

Capítulo V — Lupin, Voldemort e o medo coletivo

Harry encontra Lupin. Conversam. E finalmente a explicação: o professor não o deixou enfrentar o bicho-papão porque temia que ele se transformasse em Lord Voldemort.

Não por incapacidade de Harry. Mas pelo impacto que isso causaria nos outros alunos.

É um detalhe importante. Lupin não pensa apenas no indivíduo. Ele pensa no coletivo.

Às vezes proteger alguém é também proteger os que estão ao redor.

Capítulo VI — A poção de Snape e a suspeita conveniente

Snape aparece com um cálice. Lupin está doente. Desde o trem, aliás.

A poção é difícil. Poucos sabem fazer. E Snape sabe.

O livro planta a suspeita. Mas eu não compro. Mesmo que eu não tivesse visto os filmes, acho que já perceberia o padrão: o primeiro suspeito nunca é o culpado.

Snape não parece vilão — parece ferido.

Capítulo VII — Quadribol e memória recente

O treino de Quadribol ganha peso emocional. O goleiro está no último ano. Nunca ganhou a taça.

No primeiro ano, Harry se machuca. No segundo, o campeonato é cancelado. Este é o último ano. A última chance.

E aqui minha experiência recente entra de novo: comprei o jogo Harry Potter: Campeões de Quadribol. Tenho treinado. E agora o esporte tem uma camada extra de significado.

O que era apenas narrativa agora também é prática.

Capítulo VIII — A Festa das Bruxas e o quadro rasgado

A Festa do Dia das Bruxas traz leveza. Doces. Dedos de mel. Amizade.

Mas quando retornam para a sala comunal, algo está errado. A Mulher Gorda não está lá. O quadro foi atacado.

Dumbledore chega. O clima muda. Pirraça sabe algo.

E aqui há algo que me pesa: Pirraça não está nos filmes. Mas está no jogo. E nos livros ele tem presença. Ele é caos. Ele é testemunha.

O que os filmes cortam os livros preservam.

Capítulo IX — A revelação

A revelação final: Sirius Black atacou o quadro. A Mulher Gorda fugiu.

O perigo, que antes era rumor, agora tem ação concreta.

O livro não avança a história de forma explosiva. Mas muda o clima. O risco não é mais distante. Ele tocou as paredes de Hogwarts.

Quando o inimigo alcança a porta, a ameaça deixa de ser teoria.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 7

Capítulo I — Leveza depois da tensão

Até agora, o Capítulo 7 foi o que mais me agradou neste livro. Existe uma leveza diferente nele. Não é ausência de conflito, mas uma forma mais dinâmica de conduzir os acontecimentos.

A rivalidade continua. Malfoy ainda finge estar machucado, exagerando sua dor para tentar prejudicar Hagrid, usando inclusive a influência do pai. Há algo quase teatral nessa encenação — um drama sustentado por conveniência.

Alguns personagens não sofrem — eles performam sofrimento.

Capítulo II — Snape, favoritismo e desgaste

Nas aulas de Poções, Snape segue sendo exatamente o que já conhecemos: mal educado, ranzinza, parcial. A perseguição aos alunos da Grifinória é clara. E Malfoy, mesmo “machucado”, recebe tratamento quase privilegiado.

Esse tipo de dinâmica reforça algo que já vimos antes: Hogwarts não é um ambiente neutro. Existem favoritismos. Existem pequenas injustiças. E elas moldam o clima emocional da escola.

A injustiça cotidiana é mais corrosiva do que qualquer grande vilão.

Capítulo III — Hermione e o enigma do tempo

Hermione começa a se tornar um mistério dentro do próprio livro. Ela some. Reaparece. Está em aulas demais. Participa de disciplinas que seriam fisicamente impossíveis de encaixar no mesmo horário.

Acredito que isso esteja ligado ao acordo que ela fez com a professora Minerva. Mas como? Feitiço? Objeto mágico? Poção?

Algo está acontecendo. E o livro planta essa semente de forma discreta, sem explicar demais.

Quando alguém parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, o mistério deixa de ser suspeita e vira promessa.

Capítulo IV — A melhor aula até agora

A aula de Defesa Contra as Artes das Trevas foi, até aqui, a parte mais interessante do livro. E talvez a mais criativa.

O bicho-papão. Uma criatura que assume a forma do maior medo. É uma ideia simples, mas extremamente poderosa.

O maior medo de Neville? O professor Snape. O que diz muito sobre o ambiente que ele vive.

E então surge o feitiço Riddikulus. Um feitiço que transforma o medo em algo ridículo, algo engraçado.

O riso é uma forma de resistência.

Capítulo V — Snape de vestido e o poder do riso

A cena de Neville imaginando Snape usando as roupas da avó é simplesmente brilhante. O medo se torna caricatura. A figura opressora se torna cômica.

Eu não me lembro claramente se essa cena está no filme. Se estiver, é uma daquelas cenas que merecem ser revisitadas. Porque o conceito é perfeito.

O bicho-papão não é derrotado com força. Ele é derrotado com humor. E isso é quase filosófico.

O medo perde poder quando é ridicularizado.

Capítulo VI — O que ficou em aberto

No fim da aula, restam duas perguntas. Por que Lupin não deixou Harry enfrentar o bicho-papão? E por que o medo do próprio Lupin parecia ser uma bola de cristal?

São detalhes pequenos. Mas detalhes em Harry Potter nunca são apenas detalhes. Eles sempre apontam para algo maior.

O que não é explicado no momento costuma ser a chave do próximo capítulo.

Capítulo VII — Malfoy e a provocação final

Antes de terminar, ainda há a provocação de Malfoy: perguntando se Harry não quer se vingar de Sirius Black.

Pode ser apenas maldade. Pode ser informação que Harry ainda não possui. Pode ser manipulação.

Mas uma coisa é clara: mesmo num capítulo leve, a sombra de Sirius continua presente.

Mesmo quando a história ri, o perigo não desaparece.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 6

Capítulo I — A falsa lentidão

O capítulo 6 começa de maneira lenta. Tão lenta que, em determinado momento, eu realmente imaginei que a história não iria rodar muito. Parece um daqueles capítulos que existem apenas para preencher rotina escolar: rivalidades, provocações, excesso de matérias, pequenas tensões.

Malfoy zoa Harry. Hermione está atolada de disciplinas. Ela diz que combinou com a professora Minerva uma forma de cursar todas as matérias. E isso já soa estranho, mesmo que não seja explorado ainda. Mas a lentidão aqui não é estagnação. É construção silenciosa.

Algumas histórias parecem parar — quando, na verdade, estão preparando terreno.

Capítulo II — Quadros que falam e corredores que guiam

Há um detalhe que me chamou atenção: os quadros de Hogwarts. A ideia de que você pode conversar com uma figura pintada, que essa figura pode orientar, guiar, indicar caminhos. Um cavaleiro que literalmente os leva até a aula.

Esse tipo de detalhe reforça algo que sempre me encanta em Hogwarts: o castelo não é cenário. Ele é organismo. Ele responde. Ele participa.

Em Hogwarts, até as paredes parecem ter memória.

Capítulo III — A borra de chá e o anúncio da morte

Chegamos à aula de Adivinhação. Leitura da borra de chá. Símbolos vagos. Interpretações dramáticas. E então — a previsão da morte de Harry.

O clima pesa. A sala inteira sente. É o tipo de cena que carrega tensão simbólica. A professora transforma presságio em espetáculo.

Mas logo depois, na aula da professora Minerva, tudo é relativizado. Ela comenta que todo ano a professora de Adivinhação prevê a morte de algum aluno. E isso quase esvazia o peso.

Hermione trata como bobagem. Minerva trata como exagero. Harry fica entre preocupado e indiferente.

Quando a morte vira rotina, o medo perde o impacto — ou se esconde melhor.

Capítulo IV — Profecias que ecoam além do chá

Se eu estivesse apenas com os livros, talvez conectasse essa previsão com os centauros do primeiro livro. Eles também falavam em tragédia. Também falavam em destino.

Mas aqui entra o problema — ou a vantagem — de já ter visto os filmes. Eu sei o que acontece. Eu sei o final. O suspense, para mim, não é mais “o que vai acontecer”. É “como vai acontecer”.

Isso não estraga a experiência. Mas altera a surpresa. Até agora, nada nos livros me surpreendeu, porque as grandes revelações eu já conhecia.

Saber o fim não mata a jornada — mas muda o tipo de emoção que sentimos.

Capítulo V — A primeira aula de Hagrid

Depois das aulas teóricas, vem algo que quebra o ritmo: a primeira aula de Trato das Criaturas Mágicas com Hagrid.

E aqui a memória do filme vem forte. O hipogrifo. A cena de Malfoy. O risco. O erro.

Mas, curiosamente, o hipogrifo também me remete ao jogo. Em Hogwarts Legacy, eu não gostei de usá-lo como transporte. Achei inferior à vassoura em quase todos os sentidos. Sempre preferi voar com simplicidade e agilidade.

Ainda assim, ler Harry montando o hipogrifo me trouxe imediatamente essa conexão. Mesmo sendo um meio de transporte que eu quase não usei, ele existe como memória.

Nem toda lembrança é favorita — mas algumas são inevitáveis.

Capítulo VI — O erro de Malfoy e o medo de Hagrid

Malfoy se machuca. O hipogrifo reage. Hagrid entra em desespero.

Não é apenas um acidente. É o medo de perder tudo. Hagrid acabou de conquistar sua posição. Foi inocentado. Finalmente reconhecido. E agora pode perder o cargo na primeira aula.

Existe uma fragilidade muito humana aqui. Hagrid não é apenas professor. Ele é alguém que sempre esteve à margem. E agora teme voltar para lá.

Para quem sempre viveu sob suspeita, qualquer erro parece definitivo.

Capítulo VII — A preocupação constante

Ao visitarem Hagrid à noite, ele reage com preocupação quase exagerada. Manda que voltem. Lembra do perigo. Lembra de Sirius Black.

O pano de fundo deste livro é isso: Harry está em risco. Todos sabem. Todos agem em função disso.

Mesmo que eu já saiba o motivo real, mesmo que o suspense principal esteja comprometido pelo meu conhecimento prévio, o clima de vigilância constante é bem construído.

Quando o perigo não aparece, ele passa a morar na expectativa.

Capítulo VIII — O capítulo que cresceu

No fim das contas, o capítulo que começou devagar acabou sendo mais interessante do que parecia. Adivinhações. Dementadores. Hagrid professor. Hipogrifo. Rivalidades.

Ele não avança a grande trama de forma explosiva, mas consolida o clima. Reforça a tensão. Apresenta novas dinâmicas.

E quando percebi, já tinha acontecido bastante coisa.

Às vezes, o movimento não é percebido — só entendido depois.