Capítulo I — A normalidade que nunca é normal
O Capítulo 9 tenta estabelecer uma rotina. Mas é uma rotina artificial. A Mulher Gorda foi atacada. Os alunos dormem no Salão Principal. Professores fazem varreduras. Sirius Black esteve dentro de Hogwarts.
E ninguém sabe como.
Essa é a parte que mais me agrada: eu não me lembro disso claramente no filme. E isso significa algo raro — eu posso ser surpreendido.
Quando a memória falha, a leitura volta a ser descoberta.
Capítulo II — Teorias de quem lê sabendo demais
Minha teoria atual, lendo o capítulo 9: Sirius Black está disfarçado como o professor Lupin.
Por quê? Porque nos dois livros anteriores, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas sempre foi peça central do mistério.
Talvez seja uma Poção Polissuco. Talvez algo mais forte. Talvez seja só paranoia.
Mas há algo estranho em Lupin. E o fato de ele faltar à aula logo depois e ser substituído por Snape só alimenta essa sensação.
Quando a história repete padrões, o leitor aprende a desconfiar.
Capítulo III — Snape e a pedagogia da punição
Snape substitui Lupin. E decide ensinar o final do livro, não o início.
Ele transforma a aula em punição. Em provocação. Em disciplina agressiva.
Como professor — e analisando isso em 2026 — eu considero essa postura praticamente antiética. A disciplina é importante. Mas não como humilhação. Não como instrumento de ressentimento.
Aula não é castigo. Conhecimento não deveria ser arma.
Capítulo IV — Quadribol sob tempestade
Chega a partida contra a Lufa-Lufa. E surge um nome: Cedrico Diggory.
Eu me lembro dele. Lembro do Cálice de Fogo. E isso traz uma sombra inevitável.
Gostar dele agora já vem acompanhado de uma tristeza futura.
Conhecer o destino de alguém muda a forma como o enxergamos no presente.
Capítulo V — A chuva, os dementadores e a queda
A partida começa sob chuva pesada. Visibilidade quase nula. Hermione ajuda Harry com um feitiço repelente de água.
Mas, como sempre, Harry nunca joga apenas Quadribol. Sempre há algo além.
E então surgem os dementadores. Não como guardas. Mas como presença. Como invasão.
Harry cai. Perde os sentidos. A partida é perdida.
Para Harry, o jogo nunca é só o jogo.
Capítulo VI — O Salgueiro Lutador e a perda
A vassoura. A Nimbus 2000. Vai parar no Salgueiro Lutador.
E ali é destruída. Despedaçada. Sem retorno.
Não é apenas um objeto. É símbolo. É liberdade. É identidade.
Às vezes perder um objeto é perder uma parte da própria história.
Capítulo VII — Tudo dando errado
Malfoy continua fingindo dor. Snape continua amargo. Lupin continua misterioso. Sirius continua à solta.
Harry perde sua vassoura. Perde a partida. Perde estabilidade.
E pela primeira vez, o capítulo termina com sensação real de derrota.
Nem todo ano em Hogwarts começa com vitória. Alguns começam com queda.





