Capítulo I — A sala de Dumbledore e a dúvida que não passa
Diferente do capítulo anterior, este anda. Não com pressa, mas com intenção. Começamos na sala de Dumbledore, um espaço que nunca é apenas um cenário. Harry observa os objetos, absorve o ambiente, e a primeira coisa que faz não é se defender, nem negar acusações — é duvidar de si mesmo.
Ele pergunta novamente ao Chapéu Seletor se realmente foi colocado na casa certa. É um momento pequeno, mas carregado de peso. O Chapéu confirma: Harry poderia, sim, ter ido bem na Sonserina. A dúvida não é descartada, apenas reafirmada. Não há conforto nisso. Há ambiguidade.
Há perguntas que voltam não porque não foram respondidas, mas porque a resposta nunca trouxe paz.
Capítulo II — A fênix caída e o que renasce
Harry então vê um pássaro em estado lamentável, totalmente decaído. Só depois descobrimos que se trata da fênix de Dumbledore. A descrição é belíssima. Mesmo em ruínas, ela parece algo profundamente mágico.
Existe algo muito simbólico nessa imagem. Uma criatura lendária, associada à renovação e à imortalidade, apresentada no seu pior momento. O livro faz questão de nos mostrar isso antes de qualquer explicação. Antes de qualquer renascimento.
Nem toda magia brilha o tempo todo. Algumas só fazem sentido depois de cair.
Capítulo III — Hagrid, defesa e a confiança silenciosa
Hagrid chega para defender Harry. Não com discursos elaborados, mas com presença. Com lealdade. Dumbledore, por sua vez, demonstra algo ainda mais importante: ele sabe que não é Harry.
Existe a lembrança de que a Câmara Secreta já foi aberta antes. O passado volta como um eco incômodo, mas Dumbledore não se deixa guiar pelo pânico coletivo. A confiança dele não é cega, é observadora. E isso faz toda a diferença.
Capítulo IV — Natal, isolamento e a Poção Polissuco
Poucos alunos ficam em Hogwarts para o Natal. Harry, Rony e Hermione estão entre eles. O castelo vazio sempre carrega uma sensação estranha: menos barulho, mais ecos.
Fred e George brincam com a ideia de Harry ser o herdeiro de Salazar, o que revela algo importante: até as piadas agora carregam tensão. O humor existe, mas ele já vem contaminado.
Chega o momento da Poção Polissuco. Cada um bebe em uma cabine separada. Apenas Harry e Rony seguem com o plano. Algo dá errado com a poção de Hermione.
Nem todo erro grita. Alguns só esperam o momento certo para se revelar.
Capítulo V — Draco, Malfoy e a suspeita que se desfaz
Harry e Rony conseguem se infiltrar e conversar com Draco. O diálogo rende mais do que o esperado. Duas revelações importantes surgem.
A primeira: os Malfoy lidam com artefatos das trevas. Isso não surpreende, mas confirma o ambiente em que Draco cresce. A segunda é mais decisiva: Draco não sabe quem está realizando os ataques. O próprio pai não lhe contou nada.
Nesse momento, toda a suspeita construída sobre Draco começa a ruir. Ele sabe de coisas, vive cercado por sombras, mas não é o responsável por nada do que está acontecendo.
Às vezes, a verdade não absolve — apenas redireciona o medo.
Capítulo VI — Corrida contra o tempo e o erro definitivo
A Poção Polissuco começa a perder o efeito. Eles correm. O tempo vira inimigo. A repetição da urgência reforça o caos: precisam sair, precisam voltar, precisam esconder o erro.
No banheiro, a revelação. Hermione não se transformou em uma sonserina. O cabelo que ela acreditava ter pego não era humano. Era um pelo de gato.
A poção não deve ser usada para se transformar em animais. O erro cobra seu preço. Hermione é levada para a enfermaria, vítima de uma magia que funcionou — errado.
Algumas transformações acontecem… só que do jeito errado.
Capítulo VII — Avanços, revelações e o que ainda espreita
Este capítulo faz a história andar. Agora sabemos que Dumbledore tem uma fênix. Que Draco não está por trás dos ataques. Que o pai de Rony está sendo processado por enfeitiçar um carro. Que Lucius Malfoy tenta afastá-lo do Ministério da Magia.
Hermione está temporariamente transformada por uma Poção Polissuco que deu errado. E, ainda assim, algo continua rondando a narrativa. Não sabemos quem é o herdeiro de Salazar. Não sabemos o que exatamente está atacando as pessoas.
Pelo spoiler do filme, eu acho que lembro do final da história. Mas, assim como no livro anterior, saber o final não estraga a jornada. Porque o peso está no caminho. Não na chegada.
Conhecer o destino não diminui o impacto quando o percurso ainda dói.





