Gamertag


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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

A house is not a home

A saudade às vezes pode ser explicada em apenas uma imagem.

 
Depois de jogar Diablo 3 por quase 2 mil horas no Nintendo Switch não esperava que a experiência no PC fosse me pegar, porém não foi o jogo, foram as pessoas, esse pequeno grupo de pessoas jogando um jogo que a aquela altura já estava pra lá de velho, porém nem tudo se explica.

Uma vez ouvi Lionel citando uma frase de seu pai: 

"Aproveite a volta pra casa,
porque um dia não poderá mais fazer isso. 
A casa não vai sair do lugar,
mas as pessoas podem não mais estar lá."
 
É o mesmo aqui, o jogo ainda está lá.. 
a temporada ainda acontece, 
mas o Shaolin não estará online para falarmos de builds e lore, 
o Faísca não vai entrar para fazermos fendas e mais fendas, 
eu não repetirei a minha piada recorrente de Sarahp...

Tudo isso ficou por 2021, um ano que começou enlouquecedor e terminou "casa".
 

sábado, 28 de junho de 2025

Diablo IV - Temporada 9 - anúncio

Jornada Gamer – Pecados dos Horadrim e a Estagnação do Inferno

Temporada 9 de Diablo IV, e pela primeira vez... o fogo não queima como antes.

“A repetição sem reinvenção é só cansaço com aroma de cinzas.”

Introdução – O Anúncio e o Fardo da Expectativa

Foi anunciado. A nona temporada de Diablo IV chega com nome e peso: Pecados dos Horadrim. A data, cravada em pedra digital, aponta para o dia 1 de julho de 2025, trazendo novas atividades, mais recompensas cosméticas, ajustes de qualidade de vida e, é claro, um novo artefato ancestral como trunfo narrativo.

O marketing, como sempre, é bem construído. Imagens bem escolhidas, trailers enigmáticos e uma promessa velada de redenção após uma temporada 8 apagada. Mas pela primeira vez, ao ver tudo isso... não senti nada.

Capítulo 1 – O Despertar do Desinteresse

Houve um tempo em que o anúncio de uma nova temporada de *Diablo IV* era quase um ritual. Era ver o trailer, abrir o Discord e começar os planos: classe, build, metas, memes. A excitação era real. O cheiro do inferno era convidativo. Hoje, tudo parece cinza. Não preto. Cinza. Um limbo de apatia temperada com repetições.

Não há raiva. Não há frustração. Apenas um vazio. E talvez esse seja o verdadeiro pecado desta temporada: não provocar emoção alguma.

Não é como se o jogo tivesse virado algo ruim de uma hora para outra. Diablo ainda entrega sua ambientação, sua jogabilidade sólida, sua estética cruel. Mas a alma do ciclo sazonal parece ter sido drenada. Talvez por falta de inovação real. Talvez porque prometer reformulações e entregar pequenas correções cansa até mesmo os mais devotos.

Capítulo 2 – Uma Gamertag para os Pecadores

Fico pensando: e se houvesse algo a mais? Algo que conectasse essas temporadas a um legado. Algo que desse sentido às batalhas, às horas, aos resets. Algo como uma Gamertag da Temporada.

Não me refiro a conquistas convencionais, como as de Xbox ou PlayStation, que inclusive já existem no jogo. Me refiro a um registro visual, emocional e competitivo da nossa história sazonal. Algo como um altar profano onde são entalhados os feitos, fracassos, builds únicas, mortes épicas, jornadas solo. Um quadro público, uma moldura digital que contasse nossa travessia pelo inferno. Algo que se conectasse com a Exophase e outros hubs do mesmo tipo, nativo da Blizzard, porém não preso dentro do jogo.

Talvez isso me animasse. Talvez eu quisesse preencher esse quadro, ter registro externo de meus feitos, mostrar que mesmo sem um elo narrativo envolvente, minha dedicação deixou marcas. Porque se a jornada não deixa rastros, por que se preocupar em caminhar?

Conclusão – Sem Fúria, Sem Glória

Não sei se vou jogar a Temporada 9. Não me vejo empolgado, criando planilhas, debatendo tier lists, tampouco madrugando para subir ranking. Não este mês. Não agora.

Talvez eu entre. Talvez eu jogue algumas horas e pare. Talvez um item raro me pegue pelo pescoço e me arraste de volta ao vício. Mas não tenho expectativas. E isso é uma pena. Porque Diablo sempre foi sobre expectativa. Sobre abrir um baú e esperar o impossível. Sobre entrar em uma dungeon e sentir que ali o destino pode ser escrito.

Desta vez, não sinto isso. Só vejo poeira. Só ouço ecos.

“O inferno, às vezes, não grita. Apenas sussurra... que você já esteve aqui antes.”

sábado, 10 de maio de 2025

Diablo IV – Temporada 8: Capítulo 3

Diablo IV – Temporada 8: Capítulo 3 – Quando o jogo começa a fluir

Um avanço na jornada de temporada que finalmente começa a recompensar a dedicação — mesmo que a Blizzard ainda insista em tropeçar nas mesmas pedras.

O Capítulo 3 da oitava temporada de Diablo IV começa com uma sensação familiar — e não exatamente das boas. Ainda carrega alguns dos velhos problemas deixados pelo Capítulo 2: a lentidão da progressão, os travamentos por dificuldade imposta e aquela velha sensação de punição em vez de desafio.

Mas, felizmente, essa impressão não dura muito. Rapidamente o jogo se torna mais fluido e confortável de jogar. A dificuldade Suplício I, que marca o fim deste capítulo, já é acessível e traz um ritmo mais interessante. O capítulo em si pode ser completado quase todo em dificuldades menores, o que dá ao jogador mais espaço para experimentar, testar builds e se preparar com mais tranquilidade.

É aqui, por volta do nível 60, que a temporada ganha corpo. As jornadas de poderes dos chefes entram em cena, os glifos começam a surgir, e já é possível começar a explorar com mais profundidade as possibilidades da build. A troca de build, inclusive, tornou-se necessária — e mesmo que o processo ainda não seja tão amigável dentro do jogo, dessa vez ele veio com menos frustração.

Contudo, persiste um velho incômodo: o jogo ainda força o jogador a entrar em situações que não está pronto para enfrentar. E não estamos falando aqui de desafios justos ou gratificantes — mas de travas que impedem a progressão se você não subir a dificuldade, mesmo que ainda não esteja preparado para isso. Não é escalada voluntária. É obrigação.

"É mais divertido quando você escolhe a dificuldade. Não quando o jogo te obriga a isso."

Por sorte, esse tipo de imposição começa a diminuir neste ponto da temporada. A diversão finalmente supera os percalços. A história se torna mais envolvente, os poderes dos bosses começam a ter peso real, e as missões se tornam menos burocráticas. O jogo parece entrar no seu ritmo ideal — o de um verdadeiro ARPG: fluido, denso e com recompensas emocionantes.

O Capítulo 3, até aqui, foi a parte mais divertida da temporada. E o Capítulo 4 promete ser ainda mais leve, já que se baseia na continuidade do que foi estruturado até agora. Se esse ritmo se mantiver, a jornada de temporada finalmente poderá entregar a experiência que tantos jogadores esperavam desde o lançamento.

Sigo jogando, sigo observando — e sigo trazendo minhas impressões conforme a temporada avança.

sábado, 3 de maio de 2025

Diablo IV — Temporada 8: Capítulo 2

Diablo IV — Temporada 8: Impressões Contínuas, Capítulo 2

Continuo minha jornada pela Temporada 8 de Diablo IV, ainda avançando pela história da temporada — e, sinceramente, estou gostando. A escolha de trazer Belial de volta à narrativa foi acertada. Ele é uma figura marcante, e seu retorno traz um ar de importância para uma temporada que, ao menos até agora, não está caindo no vazio do “mais do mesmo”.

A progressão segue em ritmo levemente mais lento, mas nada que torne a experiência frustrante. Estou jogando ainda no modo difícil, antes do nível 60, e por enquanto tudo flui de forma justa. Nenhum grande obstáculo estrutural, nenhuma limitação artificial. Apenas o bom e velho “jogar para evoluir”, como deve ser.

Capítulo 1 — Relicários e o Novo Battle Pass: menos conteúdo, mais escolha

Um dos pontos mais visíveis dessa temporada foi a mudança nos passes de batalha e a introdução dos relicários. A moeda de progressão, que funciona de forma parecida com os níveis do passe, parece estar vindo na mesma velocidade de antes. Isso, por si só, é positivo — não senti que ficou mais lento ou que me pedisse mais grind do que o habitual.

Agora, o grande diferencial foi poder escolher o que desbloquear. Isso muda bastante a sensação de progresso: ao invés de receber coisas em ordem fixa, você tem controle sobre o que pega antes. Parece pouco, mas é uma diferença sutil que agrada. A sensação de que o jogo respeita sua prioridade é sempre bem-vinda.

Mas nem tudo são brasas sagradas em Santuário. Ficou muito claro agora que houve uma redução significativa no conteúdo oferecido pelo mesmo preço para quem compra o Battle Pass. E sim, isso é uma crítica com fundamento.

Comparando com temporadas anteriores, veja o que foi retirado:

  • 500 platinum
  • 1 conjunto de armadura grátis
  • 12 armas
  • 1 portal da cidade
  • 5 troféus de montaria
  • 4 lápides
  • 5 emotes
  • 3 emblemas
  • 3 títulos

E o que você recebe em troca?

  • 1 pet
  • 2 armaduras de montaria

O saldo é visivelmente menor. Mesmo com a nova estrutura de relicário oferecendo mais liberdade, é difícil não sentir que o conteúdo foi diluído. Isso não impede a temporada de ser divertida, mas enfraquece o valor percebido para quem investe dinheiro real. A Blizzard mexeu no modelo — e nem todos os ajustes parecem vantajosos para o jogador.

Jornada de Temporada e a ausência do bônus de XP

A jornada de temporada até agora está interessante. Os objetivos são variados e trazem um bom ritmo, sem cair na mesmice. Dá pra perceber que houve uma tentativa real de manter o jogador engajado por mais tempo com tarefas úteis e progressivas.

Porém, um detalhe incomoda: a ausência da benção de XP. Isso, na minha visão, foi uma decisão infeliz. Em jogos sazonais, onde todo jogador precisa recomeçar do zero, ter esse tipo de estímulo ajuda a tornar o início mais leve. Cortar esse bônus pode deixar o early game mais arrastado do que o necessário — e isso se soma à minha crítica anterior sobre o início da temporada ser menos empolgante que deveria.

Não é um erro grave, mas é uma bola fora. Um detalhe que poderia ser facilmente resolvido e que traria impacto real na sensação de progressão.

Seguimos jogando...

Mesmo com os pontos de atenção, sigo jogando Diablo IV – Temporada 8 com prazer. Ainda há muito a descobrir, o sistema de relicários está funcionando de maneira interessante e Belial continua sendo uma presença que, no mínimo, merece respeito.

Esse é apenas o segundo capítulo das minhas impressões. Continuarei atualizando o blog conforme avanço — tanto na história quanto na progressão da temporada.

— Dário Junior

quarta-feira, 12 de março de 2025

Diablo 3 – Temporada 34: Uma Repetição Que Valeu a Pena

 
"A magia está nos detalhes, e às vezes, reviver um encantamento pode ser tão poderoso quanto experimentá-lo pela primeira vez."
 

 A Temporada 34 de Diablo 3 trouxe de volta a essência da Temporada 27, e isso não foi algo ruim. Com a volta dos crisóis angelicais, tivemos novamente a possibilidade de santificar itens, o que abriu caminhos para builds extremamente divertidas.

No meu caso, aproveitei a oportunidade para jogar com o set de Cruzado (AoV), que é, de longe, o meu favorito. A experiência foi excelente – raios caindo para todos os lados, um dano insano e uma jogabilidade que, além de poderosa, é visualmente incrível.

Menos Chateação, Mais Diversão

O que normalmente tornaria Diablo 3 maçante – como o farm inicial e a progressão repetitiva – foi resolvido pelo Altar dos Ritos. Esse sistema praticamente eliminou várias das partes tediosas do jogo, tornando o início muito mais fluido, principalmente para quem já está na jornada há 37 temporadas.

O único ponto que deu um pouco de trabalho foram as proezas, pois exigiam criar dois personagens para evitar ter que completar o modo história em menos de uma hora. Mas, no geral, isso não foi um grande obstáculo para o ritmo da temporada.

Valeu a Pena?

Definitivamente! Foi uma temporada extremamente divertida e muito bem ajustada, trazendo uma sensação de poder que mantém a essência de Diablo 3. Mesmo tendo terminado a jornada da temporada, provavelmente ainda vou jogar um pouco mais antes da chegada da próxima.

Se todas as temporadas repetidas fossem assim, eu não reclamaria. 😆🔥

segunda-feira, 10 de março de 2025

Diablo 4 – Temporada 7: Uma Experiência mais Fluida, mas Ainda Repetitiva

 

 "As bruxas não se queixam, elas encantam." – Desconhecido

A Temporada 7 de Diablo 4 começou muito melhor do que as anteriores. Desde o início, tive a sensação de que tudo estava mais dinâmico, mais rápido – especialmente nos primeiros momentos do jogo. Foi possível montar um set rapidamente, o que deixou a progressão inicial bem mais divertida e menos arrastada.

Essa foi a primeira vez que joguei de Rogue, e acabei criando uma build muito parecida com a de Terras do Pavor que eu usava no Diablo 3. Isso fez com que eu me sentisse confortável desde o começo, o que tornou essa jornada inicial ainda mais envolvente. Os efeitos de bruxaria da temporada também estavam bem interessantes – especialmente para alguém como eu, um jogador casual, que busca diversão sem precisar dedicar horas em atividades monótonas.

Quando o Jogo Começou a Perder a Graça...

No entanto, conforme fui avançando na jornada da temporada, a diversão foi dando lugar à repetição. No Suplício 4, especialmente nos últimos capítulos da jornada, o jogo começou a ficar bem maçante. Me vi obrigado a fazer tarefas repetitivas e enfrentar desafios com um nível de dificuldade que não era exatamente o que eu buscava. Eu não queria entrar na corrida pelos níveis meta, só queria jogar no meu ritmo, explorar e me divertir.

No final da temporada, o jogo exigia trocar de build para algo mais otimizado, e essa necessidade de seguir um caminho específico para avançar me desanimou. Eu queria manter a build que gostei desde o início, mas ela não era forte o suficiente para os desafios finais da temporada. E o resultado foi que, mesmo curtindo bastante o começo, terminei a jornada já enjoando um pouco do jogo.

Conclusão: Valeu a Pena?

Ainda assim, essa foi a melhor temporada que joguei nos últimos meses de Diablo 4. A progressão inicial foi agradável, os itens cosméticos estavam bem legais, e o sistema de recompensas foi mais interessante do que nas temporadas anteriores.

A temporada ainda tem mais um mês pela frente, e talvez eu jogue mais um pouco – ou talvez não. O importante é que estou satisfeito com a experiência que tive até aqui. Diablo 4 segue sendo um jogo que me diverte, mas espero que futuras temporadas consigam equilibrar melhor a diversão casual com os desafios para quem gosta de avançar mais a fundo.

E você, como tem sido sua experiência na Temporada 7? Compartilhe nos comentários!