Gamertag

sábado, 5 de julho de 2025

Jogos grátis da semana

Jornada Gamer – Jogos Grátis da Semana (Julho – Epic Games)

Impressões iniciais de quem ainda não jogou, mas já pressente possibilidades.

Introdução – Uma nova tradição

Semana passada, sem querer, comecei algo. E agora percebo que quero continuar. Essa postagem será um espaço fixo, talvez quinzenal, talvez semanal, onde deixo registradas as minhas primeiras impressões dos jogos que entram como gratuitos na Epic Games (e depois, nas outras plataformas). Mas com um detalhe importante: são jogos que ainda não joguei.

O motivo disso é simples. Enquanto continuo minha jornada de troféus, zeramentos e platinas com jogos que já estão na fila, tenho recebido gratuitamente vários outros. Muitos dos quais, com o tempo, esqueço que recebi. Registrar essas impressões aqui será como montar um mapa — um ponto de partida para quando eu quiser escolher o próximo jogo a entrar na minha jornada.

Então vamos lá. Esses são os dois jogos que a Epic liberou essa semana:

Backpack Hero – Um convite ao caos organizado

O primeiro da lista é Backpack Hero. De cara, já chama atenção pelo visual: pixel art, retro, com aquele charme de Super Nintendo que me pega fácil. Ao abrir a página do jogo, percebo que ele não é só mais um RPG genérico. Ele mistura algumas coisas que me interessam bastante.

Há ali um sistema de combate que parece funcionar por turnos, mas com um toque tático diferente, centrado em gerenciamento de inventário. É como se o foco do jogo não fosse apenas o inimigo à frente, mas o que você leva na mochila. Trocas de armas, gestão de espaço, estratégia item a item. Isso, inevitavelmente, me lembra Diablo. Mas um Diablo comprimido em grid, com estética de roguelike e ritmo de dungeon crawler.

A estrutura do mapa também é interessante. Me remete a jogos como Crystalis, Breath of Fire e, claro, Zelda. Isso já coloca o jogo num lugar de conforto visual e emocional pra mim. Um ambiente familiar com promessas novas.

“Backpack Hero parece o tipo de jogo que desafia sua bagunça. E transforma isso em mecânica.”

Claro, nem tudo é certeza. Lutas por turno podem ser um ponto fraco se mal conduzidas. Se forem lentas, datadas ou sem carisma — como em alguns dos primeiros Final Fantasy — corro o risco de largar o jogo antes da primeira hora. Mas, por enquanto, parece promissor. Ele tem conquistas. O estilo me agrada. A proposta é, no mínimo, diferente. E isso, para um jogo gratuito, já é um bom começo.

Figment – O som das ideias distorcidas

O segundo jogo da semana é Figment. E esse nome... me soou familiar. Tenho quase certeza de que já o recebi antes, talvez na Steam. A versão da Epic, infelizmente, não tem conquistas — o que, pra mim, diminui muito a vontade de jogar por aqui. Mas isso não quer dizer que o jogo em si não seja interessante. Pelo contrário.

Visualmente, ele é peculiar. Estética cartunesca, entre o 2D e o 3D, com ambientação que me lembrou um título antigo que joguei nos primórdios do PC: Pandemonium. Claro, a memória pode estar me pregando peças — mas algo ali me levou direto para aquele tempo em que tudo era experimental e estranho.

Figment parece ser um jogo de aventura com leve toque de plataforma e elementos musicais. E esse detalhe da música me chama atenção. Não sei exatamente como isso se manifesta na gameplay, mas como alguém que já jogou muitos Zeldas, sei que quando a música entra como mecânica e não só como trilha... há potencial.

Outro ponto que me animou foi descobrir que a Epic vai oferecer a continuação do jogo na semana que vem. Isso, por si só, é um indício importante: se o jogo ganhou uma sequência, é porque, de alguma forma, ele encontrou um público. Passou no crivo. Conquistou o suficiente para continuar existindo. E isso, mesmo sem ser garantia, já afasta a hipótese de que o jogo seja uma falha total.

“Jogos que têm continuação não são atestados de genialidade. Mas raramente são irrelevantes.”

Figment me interessa. Mas não será aqui, na Epic, que vou jogá-lo. Se minha versão na Steam tiver conquistas, será lá que ele encontrará espaço. Porque esse tipo de jogo — leve, estranho, colorido — precisa de motivação extra. E troféus, pra mim, ainda são isso: motivação para permanecer quando o encantamento estético começa a se esvaziar.

Jogos da Amazon – Surpresas, coelhos e fragmentos

Além da Epic, também tive tempo de dar uma olhada nos jogos gratuitos oferecidos pela Amazon Prime essa semana. Eu sempre faço o resgate, religiosamente, mesmo que não vá jogar de imediato. É como colecionar promessas. E nessa semana, me sobraram dois jogos — e algumas boas impressões iniciais.

O primeiro é um nome difícil até de repetir: Paquerette Down the Bunburrows. Não faço a menor ideia de como pronunciar, nem sei se o nome tem algo a ver com o jogo. A capa é confusa. Mas olhando o gameplay na página da loja, me parece um jogo de labirinto com mecânicas de caça — algo como Pac-Man, mas com mais quebra-cabeça e menos velocidade cega.

Você persegue coelhos em um mapa com tocas. Ainda não sei se o objetivo é impedi-los de fugir ou levá-los até as tocas de forma estratégica. Mas se a primeira hipótese for verdadeira, isso cria uma camada interessante de tática — forçar o coelho para onde ele não quer ir, prendê-lo. Uma versão fofa da emboscada. Não sei como é o ritmo, se o coelho é mais rápido ou se o desafio está no tempo. Mas parece, no mínimo, curioso.

O segundo jogo da Amazon já me chamou muito mais atenção: Boxes: Lost Fragments. De cara, me lembrou imediatamente uma experiência que compartilhei com minha filha — jogamos, anos atrás, a série The Room. Era o tipo de jogo que misturava lógica, estética e um certo mistério silencioso. Jogamos sem pensar em troféus, apenas pela imersão. Mas hoje, em plena fase de busca por conquistas, ver um jogo com a mesma pegada, e ainda com troféus disponíveis, coloca ele direto na lista.

“Nem sempre um jogo precisa gritar. Alguns apenas se insinuam. E Boxes faz isso bem.”

Importante: os dois jogos oferecidos pela Amazon essa semana são ativados via Epic Games. E ambos possuem conquistas. Ou seja, mesmo não sendo prioridade agora, já foram mentalmente destacados como opções viáveis para a jornada.

Steam – Um símbolo com espada

Por fim, um jogo extra na Steam: Ampersand. Um nome estranho. Parece um símbolo. E, ao que tudo indica, o personagem principal do jogo é literalmente um “@” armado. Estética absolutamente indie. Gráficos simples. E uma atmosfera que mistura humor involuntário com potencial.

Me parece um roguelike — gênero que, aliás, eu gosto muito. O visual lembra Diablo, mas com aquele charme minimalista que só os jogos ultra-indie conseguem entregar sem parecer preguiça. Tem conquistas. E isso já basta para mantê-lo na lista de teste futuro.

A Steam costuma oferecer jogos mais experimentais, e essa semana não foi diferente. Vale o teste. E quem sabe, talvez ele surpreenda. Eu nunca fui do tipo que exige gráfico. Gosto de ideia. De ritmo. De jogabilidade que engata. E se Ampersand conseguir isso, já valeu a pena.

Conclusão – Um mapa do futuro

Essa semana não me trouxe nenhum título que me fizesse parar tudo e jogar agora. Mas me trouxe possibilidades. E isso, para alguém em jornada, já é valioso. Um ou dois desses jogos certamente entrarão na fila. Talvez daqui semanas. Talvez em um intervalo entre dois projetos maiores. Mas já estão registrados. E isso era o objetivo deste post.

Voltar aqui e reler essas linhas será, no futuro, uma forma de me lembrar do que me chamou atenção antes mesmo do jogo começar. Porque jogar, às vezes, começa muito antes do primeiro clique. Começa com curiosidade. Com feeling. Com memória afetiva. Com intuição.

“Alguns jogos você joga. Outros, você pressente.”

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