Introdução — Uma semana sem novidades, mas não sem histórias
Cheguei à terceira semana desta nova proposta de acompanhar minha Jornada Gamer de forma semanal e percebi que, desta vez, não havia exatamente uma grande novidade para apresentar. Nenhum jogo novo entrou na minha rotina. Não comecei uma aventura completamente diferente, não descobri um título desconhecido e também não aconteceu nenhuma mudança extraordinária naquilo que venho jogando.
Basicamente, continuei algumas das experiências que já estavam presentes nas semanas anteriores.
Mas isso não significa que tenha sido uma semana sem importância.
Na verdade, uma das coisas que começo a perceber com essa nova série é justamente como a rotina de um jogador não precisa ser construída apenas por estreias, encerramentos ou grandes acontecimentos. Existem semanas em que simplesmente continuamos aquilo que estávamos fazendo. Voltamos aos mesmos jogos, avançamos um pouco em determinada campanha, repetimos algumas fases e utilizamos outras experiências apenas para descansar a cabeça.
E talvez seja exatamente esse tipo de semana que melhor represente uma parte considerável da minha vida com os videogames.
Nem sempre estou procurando uma novidade. Nem sempre quero começar alguma coisa. Às vezes, quero apenas abrir um jogo que conheço, continuar de onde parei e me divertir durante algum tempo.
Foi uma semana assim.
Entre macacos estourando balões, cidades sendo construídas, palavras cruzadas, frutas se combinando, uma aventura antiga de RPG e dois jogos do Nintendo Wii, continuei minha jornada sem grandes alterações.
Entretanto, enquanto organizava tudo aquilo que joguei, comecei a pensar em uma mudança que talvez aconteça na próxima semana.
Talvez esteja chegando a hora de voltar a terminar alguns jogos.
Nem toda semana precisa apresentar um jogo novo. Às vezes, a história está justamente naquilo que continuamos escolhendo jogar.
Capítulo 1 — Bloons TD 6: um jogo que parece não ter fim
Começo novamente por Bloons TD 6.
Esse é um daqueles jogos que parecem ter sido construídos para nunca realmente terminar. Sempre existe uma nova fase, uma nova dificuldade, um desafio diferente ou alguma coisa que ainda não foi completada.
Continuo avançando aos poucos, jogando novas fases e desbloqueando dificuldades conforme vou progredindo.
Também continuo tentando os desafios, que acabam oferecendo uma maneira diferente de aproveitar as mecânicas do jogo.
O interessante é perceber que, apesar de já ter dedicado bastante tempo a Bloons TD 6, ainda sinto que tenho muitas horas pela frente.
Estou avançando pelas fases na dificuldade média, repetindo mapas em dificuldades diferentes e experimentando maneiras de superar cada situação.
Mas existe uma particularidade curiosa nesse processo.
Bloons TD 6 possui tantas fases que, quando retorno a um mapa para jogá-lo novamente, frequentemente não consigo lembrar qual estratégia utilizei na ocasião anterior.
Posso ter passado por aquela fase, encontrado uma combinação de macacos que funcionou perfeitamente e conseguido completar o objetivo. Mas, quando volto algum tempo depois, já não me lembro exatamente de como havia feito aquilo.
Então preciso pensar novamente.
É como se determinados mapas se tornassem pequenas experiências novas, mesmo quando tecnicamente já passei por eles.
Isso ajuda a manter o jogo interessante, porque a repetição não significa necessariamente reproduzir os mesmos movimentos.
Às vezes, encontro uma solução diferente. Outras vezes, preciso experimentar algumas combinações até descobrir o que funciona.
E, como ainda estou longe de esgotar todas as dificuldades, existe bastante espaço para continuar explorando.
Não tenho qualquer impressão de que Bloons TD 6 esteja perto de sair da minha rotina.
Ele continua sendo um daqueles jogos que posso abrir, jogar algumas partidas e fechar sem precisar transformar cada sessão em um grande compromisso.
E, aparentemente, os macacos e balões continuarão presentes na minha vida por bastante tempo.
Capítulo 2 — Cities: Skylines e o prazer de simplesmente continuar uma cidade
Depois de uma semana em que Cities: Skylines ficou completamente ausente, voltei a jogar um pouco.
Mas não foi nada extraordinário.
Não iniciei uma nova cidade, não mergulhei em algum grande projeto de infraestrutura e também não dediquei muitas horas a resolver problemas urbanos.
Simplesmente abri o jogo para relaxar.
Continuei um pouco a cidade que já estava construindo e aproveitei aquele momento sem nenhuma preocupação especial.
Existe algo bastante agradável nessa maneira de jogar Cities: Skylines.
Nem sempre preciso ter um objetivo definido. Às vezes, basta observar a cidade, realizar alguns pequenos ajustes e acompanhar seu funcionamento.
É uma experiência que me permite avançar no meu próprio ritmo.
Depois de tantas horas dedicadas ao jogo, a familiaridade com suas mecânicas também ajuda a transformar essas sessões em momentos de descanso.
Não preciso reaprender tudo a cada vez que abro a cidade.
Posso simplesmente continuar.
E talvez essa seja uma das razões pelas quais Cities: Skylines permanece há tanto tempo entre meus jogos mais utilizados.
Ele não exige que eu esteja sempre procurando alguma coisa nova.
Às vezes, continuar aquilo que já construí é suficiente.
Capítulo 3 — Fruit Clash e Crossword Master: os pequenos intervalos do celular
No celular, continuo mantendo dois hábitos bastante simples.
O primeiro é Fruit Clash, aquele jogo de combinar frutas que venho utilizando como uma pequena distração.
É uma experiência sem conquistas, sem acompanhamento de horas jogadas e sem qualquer grande objetivo que eu esteja tentando alcançar.
Simplesmente abro o jogo e me divirto durante algum tempo.
Não existe uma preocupação com completar tudo, desbloquear alguma coisa específica ou acompanhar estatísticas.
É apenas um jogo relaxante.
E gosto de perceber que, mesmo depois de ter desenvolvido tanto interesse por conquistas e sistemas de acompanhamento, ainda consigo manter experiências nas quais nada disso importa.
O segundo hábito continua sendo Crossword Master.
Tenho jogado aproximadamente uma palavra cruzada por dia.
É uma atividade pequena, que se encaixa facilmente na rotina e não exige que eu reserve um período muito grande para jogar.
Vou avançando aos poucos, resolvendo os desafios e mantendo essa pequena frequência.
Esses dois jogos representam uma parte da minha rotina que talvez fosse completamente ignorada se eu escrevesse apenas sobre jogos terminados.
Não são necessariamente as experiências mais elaboradas da semana.
Mas continuam fazendo parte dela.
E é justamente por isso que merecem aparecer nesta Jornada Gamer.
Capítulo 4 — EarthBound: um jogo de console que mora no meu celular
Entretanto, existe um terceiro jogo que também faz parte da minha experiência no celular.
E, curiosamente, ele não é propriamente um jogo de celular.
Estou falando de EarthBound.
Tenho jogado EarthBound através do RetroArch, utilizando o sistema de conquistas do RetroAchievements.
Esse é um daqueles casos bastante interessantes em que a versão traduzida do jogo é compatível com as conquistas. Portanto, estou conseguindo jogar EarthBound em português sem abrir mão do acompanhamento pelo RetroAchievements.
Isso torna a experiência particularmente agradável para mim.
EarthBound é um jogo de que gosto muito.
Já estou bastante avançado na aventura, embora tenha passado algum tempo sem jogar antes de retomá-la nesta semana.
Agora, minha intenção principal é chegar ao final.
Quero terminar o jogo.
Entretanto, existe uma questão envolvendo as conquistas.
Algumas delas são perdíveis, e eu já deixei passar determinadas oportunidades durante a campanha.
Isso significa que, se decidir buscar todas as conquistas, provavelmente precisarei jogar novamente.
Mas ainda não tomei essa decisão.
Por enquanto, quero concluir a aventura que já comecei.
Depois de terminar, pretendo observar quais conquistas ficaram faltando e avaliar se realmente tenho vontade de voltar para buscá-las.
Como gosto muito de EarthBound, existe uma boa possibilidade de que uma segunda jornada seja interessante.
Mas não quero transformar essa possibilidade em uma obrigação antecipada.
Prefiro terminar primeiro e decidir depois.
Existe uma diferença importante entre jogar novamente porque gosto de uma experiência e me sentir obrigado a repeti-la apenas porque algumas conquistas ficaram para trás.
O RetroAchievements é uma ferramenta que gosto muito de utilizar, mas não quero que ele determine sozinho a maneira como aproveito meus jogos.
EarthBound merece ser terminado por aquilo que representa para mim.
As conquistas podem ficar para uma próxima decisão.
Uma conquista perdida pode justificar uma segunda jornada, mas não deveria apagar o prazer da primeira.
Capítulo 5 — My Life as a King: reconstruindo o reino com mais estratégia
Outro jogo que continua ocupando bastante espaço na minha rotina é Final Fantasy Crystal Chronicles: My Life as a King.
Na semana anterior, contei que havia perdido meu arquivo de salvamento por conta do processo de backup da NAND do Nintendo Wii.
Foi uma situação bastante desagradável, porque precisei recomeçar uma experiência na qual já havia avançado consideravelmente.
Agora, aos poucos, estou me aproximando novamente daquele ponto.
Ainda não cheguei exatamente ao mesmo lugar em que estava antes de perder o primeiro salvamento. Estou um pouco atrás.
Mas existe uma diferença importante nesta nova campanha.
Estou jogando com mais estratégia.
Como já conheço melhor algumas mecânicas e já passei por parte desse conteúdo anteriormente, consigo tomar determinadas decisões com mais consciência.
Não estou simplesmente repetindo os mesmos passos de maneira automática.
Estou aproveitando aquilo que aprendi na primeira tentativa.
Além disso, agora estou utilizando as DLCs, o que também diferencia esse novo arquivo de salvamento da experiência anterior.
Existe ainda uma questão importante envolvendo os arquivos de salvamento.
Eu possuo um salvamento do Nintendo Wii, mas ele não resolveria minha intenção atual de acompanhar a progressão através das conquistas.
Por isso, continuei com o novo arquivo que estou utilizando no computador.
Quero que essa jornada também faça parte do acompanhamento que venho construindo com o RetroAchievements.
E, apesar de ter precisado recomeçar, continuo gostando muito do jogo.
My Life as a King permanece como um forte candidato a meu novo jogo de conforto.
É uma experiência à qual tenho vontade de retornar, mesmo quando não existe nenhuma grande novidade acontecendo.
Talvez seja justamente isso que define um jogo de conforto.
Não é necessariamente aquele que oferece a maior quantidade de conteúdo ou as mecânicas mais complexas.
É aquele ao qual temos vontade de voltar.
Capítulo 6 — Need for Speed: Nitro e a tranquilidade de não ter pressa
O último jogo que continua aparecendo com frequência na minha rotina é Need for Speed: Nitro.
Tenho jogado de maneira bastante descontraída.
Não estou tentando vencer todas as pistas imediatamente, completar cada objetivo na primeira oportunidade ou avançar o mais rapidamente possível.
Vou jogando em uma velocidade que considero confortável.
E existe uma razão bastante simples para isso.
Eu sei que Need for Speed: Nitro é um jogo longo.
Também sei que, conforme avanço, vou conseguir mais dinheiro e ter acesso a carros melhores.
Portanto, não vejo muito sentido em ficar me estressando agora com determinados objetivos que provavelmente serão mais fáceis quando eu possuir veículos superiores.
Posso continuar avançando, ganhar dinheiro e voltar posteriormente para completar aquilo que ficou para trás.
É uma maneira de jogar que combina bastante com aquilo que estou procurando neste momento.
Quero me divertir.
Não quero transformar cada corrida em uma obrigação.
Na semana anterior, comentei como fiquei satisfeito ao descobrir que podia jogar Need for Speed: Nitro utilizando meu controle de Xbox One, em uma experiência mais próxima dos jogos tradicionais de corrida que conheço.
Essa possibilidade continua tornando o jogo bastante agradável.
Agora, estou aproveitando essa experiência sem pressa.
Não preciso conquistar tudo imediatamente.
Não preciso voltar repetidamente à mesma pista apenas porque deixei algum objetivo incompleto.
Sei que poderei retornar depois.
E essa tranquilidade tem feito muito bem à experiência.
Capítulo 7 — O backlog começa a chamar minha atenção
Enquanto organizava os jogos desta semana, percebi que existe uma característica comum entre várias das experiências que venho mantendo.
Bloons TD 6 parece praticamente infinito.
Cities: Skylines também permite continuar jogando durante uma quantidade enorme de horas.
Fruit Clash e Crossword Master fazem parte de pequenos hábitos cotidianos, sem que eu esteja necessariamente procurando um encerramento.
My Life as a King e Need for Speed: Nitro continuam avançando aos poucos.
E EarthBound é um dos poucos jogos da lista que já está bastante próximo daquilo que considero um objetivo concreto: terminar a aventura.
Isso me fez pensar no meu backlog.
Tenho vários jogos que comecei e deixei pela metade.
Alguns foram interrompidos porque apareceu outra coisa que despertou meu interesse. Outros simplesmente perderam espaço na rotina. E certamente existem aqueles que talvez eu já não tenha tanta vontade de continuar.
Começo a considerar a possibilidade de olhar para essa lista com um pouco mais de atenção.
Talvez esteja chegando a hora de escolher alguns desses jogos e finalmente terminá-los.
Ou, quando perceber que realmente não quero mais continuar determinada experiência, simplesmente decidir deixá-la para trás.
Não preciso necessariamente carregar cada jogo iniciado como uma obrigação permanente.
Mas também não quero continuar acumulando aventuras pela metade quando poderia escolher algumas delas e chegar ao final.
Minha intenção é aumentar o número de jogos terminados.
E talvez a próxima semana represente o começo desse movimento.
Posso procurar algum título do backlog que já esteja relativamente avançado.
Posso escolher alguma experiência mais curta.
Ou posso simplesmente retomar um jogo antigo e descobrir se ainda tenho vontade de terminá-lo.
Por enquanto, ainda não decidi.
Mas a possibilidade está começando a me interessar.
Talvez organizar um backlog não seja apenas descobrir quais jogos ainda faltam terminar, mas também decidir quais histórias ainda merecem meu tempo.
Conclusão — Continuar também faz parte da jornada
A terceira Jornada Gamer Semanal não apresentou nenhum grande lançamento dentro da minha rotina.
Continuei jogando Bloons TD 6, avançando por novas fases e dificuldades em um jogo que ainda parece ter muitas horas pela frente.
Voltei brevemente a Cities: Skylines, apenas para relaxar e continuar um pouco minha cidade.
No celular, mantive meus pequenos hábitos com Fruit Clash e Crossword Master.
Também retomei EarthBound, uma aventura de que gosto muito e que já está bastante avançada. Minha intenção agora é terminá-la, mesmo sabendo que algumas conquistas perdíveis poderão justificar uma segunda campanha no futuro.
Continuei reconstruindo meu reino em My Life as a King, aproximando-me do ponto em que estava antes de perder o salvamento, mas agora com mais estratégia e utilizando as DLCs.
E segui jogando Need for Speed: Nitro de maneira descontraída, sem transformar cada corrida ou objetivo incompleto em motivo para estresse.
Foi uma semana de continuidade.
E, olhando para ela, percebo que isso também representa uma parte importante da minha relação com os videogames.
Nem sempre quero novidades.
Nem sempre preciso de um jogo novo.
Nem sempre estou procurando completar uma lista de conquistas ou alcançar imediatamente o encerramento de uma campanha.
Às vezes, quero apenas continuar jogando aquilo de que gosto.
Mas também começo a sentir vontade de equilibrar um pouco melhor essas experiências com jogos que possuem um final mais definido.
Quero aumentar meu número de jogos terminados.
Quero olhar para o backlog e decidir o que realmente pretendo continuar.
E quero aproveitar essa nova série para acompanhar não apenas aquilo que estou jogando, mas também as mudanças que acontecem nas minhas próprias escolhas.
Talvez a próxima semana traga algum jogo novo para a lista.
Talvez eu retome uma aventura que ficou esquecida.
Talvez finalmente termine algum título que está parado há bastante tempo.
Ou talvez continue jogando os mesmos jogos, porque ainda estou me divertindo com eles.
Por enquanto, não sei.
Mas essa é justamente a parte interessante de registrar a jornada enquanto ela acontece.
Não preciso conhecer o próximo capítulo antes de começar a escrevê-lo.
Uma semana sem jogos novos não é uma semana sem progresso. Às vezes, avançar significa apenas continuar aquilo que ainda nos faz querer jogar.
Esta foi a Jornada Gamer Semanal número três.
Uma semana tranquila, de jogos conhecidos, pequenas continuidades e uma vontade crescente de voltar a terminar algumas aventuras.
Vamos ver se a quarta semana será aquela em que finalmente começarei a enfrentar meu backlog.







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