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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Harry Potter e o Enigma do Príncipe — Capítulo 25

Capítulo I — Um raro momento de normalidade

O capítulo 25 começa de uma maneira quase estranhamente tranquila.

Harry e Gina estão juntos.

Depois de todo aquele conflito interno de Harry, do medo da reação de Rony, do namoro dela com Dino e daquele beijo depois da vitória da Grifinória, finalmente existe alguma coisa acontecendo entre os dois.

Um namorico.

Um período em que Harry simplesmente consegue aproveitar a companhia de Gina.

Rony e Hermione também estão novamente bem.

Lilá ficou definitivamente para trás.

O trio voltou a funcionar.

Por alguns momentos, existe quase uma sensação de equilíbrio.

E talvez seja justamente isso que torne o restante do capítulo tão inquietante.

Porque estamos perto demais do final do livro para acreditar que Harry terá muito tempo para aproveitar essa normalidade.

Talvez os momentos tranquilos pareçam ainda menores quando sabemos que alguma coisa está esperando logo depois deles.

Capítulo II — Snape ainda está cobrando Sectumsempra

As consequências do confronto com Draco continuam.

Harry permanece cumprindo as detenções determinadas por Snape.

E isso continua interferindo diretamente em sua rotina.

Sectumsempra não foi simplesmente um acontecimento isolado.

Pela primeira vez, o livro do Príncipe Mestiço realmente cobrou um preço de Harry.

Hermione, naturalmente, não abandonou o assunto.

Se antes ela já desconfiava daquele livro, agora possui um argumento bastante difícil de contestar.

Existia magia extremamente perigosa escrita entre aquelas páginas.

E Hermione continua tentando descobrir quem foi o Príncipe Mestiço.

Capítulo III — E se o Príncipe fosse uma mulher?

Hermione encontra uma possibilidade interessante.

Eileen Prince.

Para ela, o título “Half-Blood Prince” não significa necessariamente que o autor do livro seja um homem.

“Prince” também é um sobrenome.

E aqui existe uma pequena dificuldade criada pela tradução para o português.

No original, a ambiguidade funciona imediatamente.

“Prince” pode ser entendido como “príncipe”, mas também pode simplesmente ser o sobrenome de alguém.

Em português, quando lemos “Príncipe Mestiço”, nossa cabeça naturalmente transforma aquilo em um título masculino.

Por isso a hipótese de Hermione soa um pouco mais estranha na tradução do que provavelmente soa no texto original.

Ainda assim, a investigação dela é interessante porque desmonta uma certeza que Harry nunca questionou.

Ele sempre imaginou o Príncipe como um homem.

Mas talvez nem isso ele realmente saiba.

Harry passou meses confiando no Príncipe Mestiço sem saber seu nome, seu rosto, sua história — e talvez nem mesmo seu sexo.

Capítulo IV — Dumbledore chama Harry imediatamente

Então chega uma nova mensagem.

Dumbledore quer ver Harry.

Imediatamente.

Depois do capítulo 23, essa convocação possui um significado completamente diferente.

Agora sabemos o que Dumbledore está fazendo quando desaparece de Hogwarts.

Ele está procurando Horcruxes.

Portanto, se voltou e quer Harry imediatamente, existe uma boa possibilidade de ter encontrado alguma coisa.

Harry parte para a sala do diretor.

Só que encontra alguém no caminho.

Sibila Trelawney.

Capítulo V — Trelawney foi expulsa da Sala Precisa

Trelawney está naquele estado peculiar que praticamente sempre acompanha suas aparições.

Mas no meio de sua conversa existe uma informação extremamente importante.

Ela tentou entrar na Sala Precisa.

E não conseguiu.

Ou melhor: conseguiu entrar por um instante e foi praticamente expulsa porque a sala já estava sendo utilizada.

Havia alguém lá dentro.

E Harry imediatamente pensa em Draco.

Depois vem o detalhe realmente preocupante.

Trelawney ouviu uma comemoração.

Aquilo atinge Harry imediatamente.

Draco passou praticamente o livro inteiro tentando consertar alguma coisa.

Passou horas dentro da Sala Precisa.

Disse a Snape que estava demorando mais do que esperava.

Utilizou Crabbe e Goyle como vigias.

Foi ficando cada vez mais pressionado.

Agora existe uma comemoração vindo de dentro da sala.

Para Harry, a conclusão é óbvia.

Malfoy conseguiu.

Seja lá o que estivesse tentando consertar, terminou.

Durante meses, a pergunta foi o que Draco estava fazendo. Agora talvez exista uma pergunta muito pior: o que acontece depois que ele termina?

Capítulo VI — Harry precisa contar a Dumbledore

Harry quer levar imediatamente essa informação a Dumbledore.

Sua obsessão com Draco ganhou uma evidência importante.

Não sabemos ainda exatamente o que foi consertado.

Não sabemos qual é o plano.

Mas alguma etapa aparentemente chegou ao fim.

Só que a conversa com Trelawney ainda guarda uma revelação muito maior.

Uma revelação que muda completamente a maneira como Harry olha para Snape.

Capítulo VII — Quem contou a Voldemort sobre a profecia?

Trelawney fala sobre a noite em que realizou a profecia.

Aquela profecia.

A profecia que Voldemort ouviu apenas parcialmente.

A profecia que fez Voldemort procurar Harry Potter.

A profecia que colocou toda a sequência de acontecimentos em movimento.

E Harry descobre quem estava espionando naquela noite.

Severo Snape.

Foi Snape quem ouviu parte da profecia.

Foi Snape quem levou aquela informação a Voldemort.

E para Harry isso muda tudo.

Capítulo VIII — Para Harry, Snape acabou de matar seus pais novamente

É impossível para Harry receber essa informação de maneira racional.

Existe uma linha extremamente simples em sua cabeça.

Snape ouviu a profecia.

Snape contou a Voldemort.

Voldemort interpretou a profecia como uma ameaça.

Voldemort escolheu Harry.

Voldemort foi até Godric's Hollow.

James morreu.

Lily morreu.

Harry ficou órfão.

Para Harry, Snape deixa de ser apenas o professor que odiava seu pai.

Deixa de ser apenas o homem que o humilha desde seu primeiro ano.

Deixa de ser apenas alguém em quem ele nunca confiou.

Agora Snape está ligado diretamente ao acontecimento que destruiu sua família.

Para Harry, a profecia deixa de ser apenas uma sentença sobre seu futuro. Ela passa a ter também o rosto do homem que ajudou Voldemort a encontrar seu passado.

Capítulo IX — Harry contra Dumbledore

Harry confronta Dumbledore.

E é uma discussão enorme.

Porque existe uma coisa que Harry simplesmente não consegue compreender.

Dumbledore sabia.

Sabia que Snape havia levado a profecia a Voldemort.

E mesmo assim confia nele.

Essa talvez seja a maior diferença entre Harry e Dumbledore durante todo este livro.

Harry constrói sua opinião sobre Snape a partir de tudo aquilo que viu.

O desprezo.

A crueldade.

A relação com Draco.

O Voto Perpétuo.

A conversa escondida durante a festa de Slughorn.

E agora a profecia.

Dumbledore, porém, continua absolutamente convicto.

Ele insiste que possui razões para confiar em Snape.

Harry não consegue aceitar isso.

E, neste momento, eu consigo entender perfeitamente sua revolta.

Dumbledore sabe alguma coisa que Harry não sabe.

O problema é que continua pedindo que Harry confie na conclusão sem entregar completamente aquilo que o levou até ela.

Capítulo X — O paradoxo de Snape

E Snape se torna cada vez mais difícil de compreender.

No começo do livro, ele fez um Voto Perpétuo para proteger Draco e concluir sua missão caso ele fracasse.

Harry ouviu Snape oferecendo ajuda a Draco.

Snape conhece a contramaldição para Sectumsempra.

Snape foi Comensal da Morte.

Agora sabemos que foi ele quem levou a profecia a Voldemort.

Por outro lado, Dumbledore continua confiando nele de maneira praticamente absoluta.

Lupin também aceita essa confiança porque acredita no julgamento de Dumbledore.

E o livro continua recusando uma resposta simples.

Harry acredita que Snape continua sendo aquilo que sempre foi.

Dumbledore acredita que alguma coisa mudou.

Eu continuo vendo em Snape uma personalidade extremamente desagradável e frequentemente cruel, independentemente da resposta para sua lealdade.

Mas agora existe uma questão ainda maior:

o que exatamente Dumbledore sabe para continuar confiando nele depois de tudo isso?

Capítulo XI — Dumbledore encontrou outra

Só que não existe muito tempo para essa discussão.

Dumbledore voltou a Hogwarts por um motivo.

Ele acredita ter encontrado outra Horcrux.

E agora Harry finalmente entende por que foi chamado com tanta urgência.

As aulas terminaram.

A investigação histórica terminou.

A teoria terminou.

Agora eles vão procurar uma parte da alma de Voldemort.

Fisicamente.

Harry irá com Dumbledore.

E isso muda completamente o significado de tudo que eles fizeram durante este ano.

Até agora Harry estudava como Voldemort se tornou aquilo que é. A partir daqui, começa a ajudar Dumbledore a desmontá-lo.

Capítulo XII — A caverna

E o lugar escolhido por Voldemort faz todo o sentido depois de tudo que aprendemos sobre Tom Riddle.

A caverna.

O lugar visitado durante sua infância no orfanato.

O lugar onde Tom levou duas crianças.

O lugar onde alguma coisa terrível aconteceu com elas.

Dumbledore já havia chamado nossa atenção para aquilo quando vimos as lembranças do orfanato.

Na época parecia apenas mais um exemplo da crueldade precoce de Tom.

Agora aquele detalhe retorna.

E novamente percebemos por que as aulas de Dumbledore eram tão importantes.

Voldemort não escolhe lugares aleatoriamente.

Assim como não escolhe objetos aleatoriamente.

Ele transforma sua própria história em monumentos.

A caverna possui significado para ele.

E exatamente por isso Dumbledore acredita que pode ter sido escolhida para esconder uma parte de sua alma.

Capítulo XIII — Harry deixa Hogwarts preparado para o pior

Antes de partir, Harry toma uma decisão importante.

Ele procura Rony e Hermione.

Conta o que está acontecendo.

E deixa o Mapa do Maroto com eles.

Isso é especialmente importante depois da informação que acabou de receber sobre Draco.

Harry está saindo de Hogwarts justamente quando acredita que Malfoy terminou aquilo que passou meses tentando consertar.

Dumbledore também estará fora.

Então Harry deixa seus amigos atentos.

Não consegue abandonar completamente sua investigação sobre Draco nem mesmo quando está prestes a sair com Dumbledore para procurar uma Horcrux.

E, desta vez, fica difícil chamar isso simplesmente de obsessão.

Existe uma informação concreta.

Draco terminou alguma coisa.

E Harry não sabe o que acontecerá quando ele finalmente decidir utilizá-la.

Capítulo XIV — Professor e aluno deixam o castelo

Então Harry parte com Dumbledore.

E existe algo muito diferente nessa saída.

Durante praticamente toda a saga, Dumbledore foi alguém que fazia coisas que Harry descobria depois.

Ele investigava.

Planejava.

Desaparecia.

Voltava com informações.

Agora Harry está indo junto.

Dumbledore não está apenas ensinando.

Está levando Harry para o campo.

Para o lugar onde acredita existir uma Horcrux.

Para um lugar diretamente ligado à infância de Tom Riddle.

E isso também confirma algo que comecei a perceber nos capítulos anteriores.

Dumbledore não passou este ano simplesmente contando segredos para Harry.

Ele estava preparando Harry para participar daquilo que ele próprio vinha fazendo.

Capítulo XV — E eu não gostei nada desse final

E aqui chegamos à sensação que ficou quando terminei o capítulo.

Não.

Não, não, não, não, não.

Porque existem coisas demais acontecendo ao mesmo tempo.

Draco aparentemente terminou seu projeto.

Harry acabou de descobrir que Snape foi responsável por levar a profecia até Voldemort.

Dumbledore e Harry estão deixando Hogwarts.

Rony e Hermione ficaram para trás com o Mapa do Maroto.

E os dois estão indo para uma caverna relacionada a um dos episódios mais perturbadores da infância de Voldemort.

Não existe absolutamente nada nessa combinação que transmita tranquilidade.

O livro passou dezenas de capítulos colocando peças no tabuleiro.

Agora parece que alguém acabou de empurrar todas elas ao mesmo tempo.

Quando todas as linhas de uma história começam a se mover juntas, dificilmente é porque alguma coisa tranquila está prestes a acontecer.

Considerações Finais

O capítulo 25 é extremamente interessante porque funciona quase como uma porta entre duas partes de O Enigma do Príncipe.

De um lado, ainda existe a vida escolar.

Harry e Gina.

Rony e Hermione.

As detenções.

A investigação sobre o Príncipe Mestiço.

O mistério de Draco.

Do outro lado, existe aquilo para que Dumbledore preparou Harry durante praticamente o livro inteiro.

As Horcruxes.

A descoberta do capítulo 23 deixou de ser teoria.

Dumbledore acredita ter localizado uma delas.

E vai levar Harry consigo.

Mas antes disso o capítulo ainda consegue colocar duas bombas no caminho.

A primeira é Draco.

A comemoração ouvida por Trelawney indica que aquilo que ele tentava consertar provavelmente está pronto.

Harry passou praticamente o ano inteiro dizendo que alguma coisa estava acontecendo.

Agora existe a sensação de que o relógio dessa investigação chegou ao fim.

A segunda é Snape.

Descobrir que ele ouviu a profecia e levou parte dela a Voldemort transforma completamente a revolta de Harry.

Sua desconfiança deixa de ser apenas consequência das humilhações sofridas durante anos.

Agora existe uma ligação concreta entre Snape e a noite que destruiu sua família.

Mesmo assim, Dumbledore confia nele.

E essa talvez seja uma das perguntas que mais quero ver respondidas neste momento.

O que Dumbledore sabe sobre Snape que Harry não sabe?

Porque sua confiança já não parece simplesmente tolerância.

É absoluta.

E agora não existe tempo para discutir.

Harry e Dumbledore estão indo para a caverna.

Pela primeira vez, Harry não vai apenas ouvir uma história sobre uma Horcrux.

Ele vai procurar uma.

Depois de vinte e cinco capítulos, a guerra contra Voldemort deixou definitivamente a Penseira.

Agora Harry entrou nela.

Dumbledore passou o ano ensinando Harry a seguir os rastros de Tom Riddle. No capítulo 25, pela primeira vez, os dois chegam juntos ao lugar onde um desses rastros termina.

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