Gamertag


domingo, 18 de outubro de 2026

Jornada Gamer Semanal #1 — O prazer de jogar sem precisar terminar

Eu gosto de ciclos. Gosto de começar alguma coisa, acompanhar seu desenvolvimento, observar o que mudou ao longo do caminho e, em algum momento, voltar para registrar aquilo que aconteceu. Talvez seja justamente por isso que as conquistas tenham se tornado uma parte tão importante da minha relação com os videogames. Elas oferecem marcos, objetivos e registros de experiências que, de outra maneira, poderiam acabar perdidas entre tantos jogos e tantas horas.

Até agora, uma das ideias da Jornada Gamer era escrever sobre os jogos depois de concluí-los. Ou, para utilizar um termo emprestado do PlayStation, depois de platiná-los. Mesmo quando não existe uma platina propriamente dita, gosto de utilizar essa expressão para representar o momento em que completo todas as conquistas de determinado jogo.

Entretanto, comecei a perceber um problema nesse formato. Entre iniciar um jogo e conquistar tudo o que ele oferece, pode existir uma distância enorme. Às vezes são semanas, às vezes meses e, dependendo do jogo, talvez anos. Existem também aqueles que simplesmente nunca serão completados. E isso não significa necessariamente que tenham sido experiências ruins ou que não mereçam um espaço aqui no blog.

Além disso, existe outra questão: a impressão que temos de um jogo ao terminá-lo nem sempre representa tudo aquilo que sentimos durante a jornada. Um título pode proporcionar dezenas de horas maravilhosas e acabar se tornando cansativo quando começamos a perseguir suas últimas conquistas. A dificuldade pode deixar de ser divertida, os objetivos podem se tornar repetitivos e aquela experiência que inicialmente nos encantava pode terminar acompanhada de uma sensação de desgaste.

Se eu escrever apenas nesse momento, corro o risco de permitir que o cansaço do final contamine todas as boas lembranças do começo.

Talvez a experiência de um jogo não deva ser julgada apenas pelo sentimento que temos quando finalmente decidimos desligá-lo.

Para jogos curtos, o formato tradicional continua fazendo sentido. Posso começar, terminar e escrever sobre a experiência completa. Mas, neste momento da minha vida, estou jogando vários títulos simultaneamente, muitos deles com propostas praticamente infinitas. Esperar a conclusão de todos eles significaria passar longos períodos sem registrar nada sobre uma parte importante da minha rotina.

Foi daí que surgiu a possibilidade de uma nova série: a Jornada Gamer Semanal.

A ideia é simples. Em vez de esperar pelo final de cada jogo, registrar o que estive jogando durante a semana, como está minha progressão, quais conquistas apareceram e, principalmente, como estou me sentindo com cada experiência.

Não sei se isso vai funcionar. Não sei se terei paciência para manter uma publicação semanal, nem se todas as semanas terão novidades suficientes para justificar um artigo. Mas gosto da possibilidade de construir um registro contínuo, acompanhando não apenas os jogos que termino, mas também aqueles que permanecem comigo.

Então vamos à primeira semana.

Capítulo 1 — Cities: Skylines: a cidade onde continuo querendo morar

Começo pelo jogo que provavelmente mais tem ocupado meu tempo recentemente: Cities: Skylines.

Neste momento, estou jogando a versão da Steam, onde acumulo 139 horas e 25 minutos e 33 conquistas de um total de 135.

A Steam aparentemente está preparando melhorias para seu sistema de conquistas, e espero que isso facilite a identificação de quais objetivos realmente posso completar e quais dependem de DLCs que ainda não possuo. Cities: Skylines tem uma quantidade considerável de conteúdos adicionais, e nem sempre é simples compreender quais conquistas estão disponíveis dentro da versão que temos instalada.

Minha história com esse jogo, entretanto, começou muito antes dessa versão da Steam. Já joguei Cities: Skylines no Nintendo Switch e também na Epic Games Store. Na Epic, acumulei 40 conquistas, embora a plataforma não me apresente a quantidade de horas que dediquei ao jogo.

Isso cria uma comparação interessante. Mesmo tendo começado a jogar na Steam muito depois, e sem estar particularmente preocupado em perseguir conquistas, já estou a apenas sete conquistas de alcançar a quantidade que possuo na Epic. É claro que isso não significa necessariamente que sejam as mesmas conquistas, mas serve como referência para acompanhar minha progressão.

Uma coisa já está bastante clara: dificilmente voltarei à versão da Epic.

A experiência na Steam é muito mais prática e superior para aquilo que procuro, principalmente por causa dos mods. Cities: Skylines é um jogo que ganha possibilidades enormes com modificações, e a facilidade de administrar esse conteúdo faz uma diferença considerável na experiência.

Mas o principal motivo para continuar jogando não está nas conquistas nem nos mods. Está no prazer de construir uma cidade.

Eu gosto de planejar os loteamentos, organizar bairros, pensar nas conexões entre regiões e trabalhar no trânsito. Existe alguma coisa muito relaxante em observar uma cidade crescendo aos poucos, acompanhando a transformação de um espaço vazio em um lugar cheio de ruas, prédios, serviços e habitantes.

É claro que nem tudo são flores. Às vezes, a inteligência artificial dos cidadãos consegue ser profundamente irritante, especialmente quando começamos a lidar com determinados comportamentos no trânsito. Existem situações em que parece que os habitantes da cidade estão deliberadamente empenhados em destruir qualquer planejamento racional que eu tenha feito.

Mesmo assim, o jogo continua sendo extremamente gostoso.

A versão que comprei na Steam inclui duas DLCs: Industries, que amplia e melhora a parte industrial, e Mass Transit, que acrescenta possibilidades relacionadas ao trânsito e ao transporte de passageiros. As duas são bastante interessantes e já enriquecem significativamente aquilo que posso fazer.

Provavelmente comprarei mais DLCs no futuro.

Não existe, neste momento, qualquer sinal de que Cities: Skylines esteja perto de me enjoar. Pelo contrário. É um daqueles jogos nos quais consigo me imaginar investindo muitas outras horas, construindo, destruindo, reorganizando e tentando fazer com que uma cidade funcione um pouco melhor do que funcionava antes.

Depois de experimentar o jogo em diferentes plataformas, finalmente encontrei minha versão definitiva: a da Steam.

Capítulo 2 — Conga Master: diversão rápida e conquistas irritantes

O segundo jogo desta semana é Conga Master, outro título que já conhecia de uma plataforma anterior.

Joguei Conga Master no Nintendo Switch e tenho a lembrança de tê-lo terminado naquela versão. Em algum momento, pretendo recuperar os números dessa experiência para complementar meus registros.

Agora, na Steam, estou com 5 horas e 37 minutos e 18 conquistas de 42.

Conga Master é um jogo engraçado, divertido e que funciona muito bem para aquelas sessões em que não estou procurando nada particularmente complexo. É o tipo de experiência que abro quando quero passar algum tempo me divertindo, sem precisar mergulhar em uma história extensa ou aprender uma quantidade enorme de sistemas.

Entretanto, existe um detalhe que tem me incomodado: as conquistas.

Boa parte das conquistas que consegui até agora veio de uma roleta, e isso torna a progressão um pouco irritante. Como não costumo consultar antecipadamente as listas de conquistas, vou descobrindo os objetivos naturalmente, conforme jogo. Até este momento, essa dependência da roleta tem sido uma característica bastante presente na minha experiência.

Também existe outra particularidade: Conga Master é um jogo de partidas rápidas, mas não necessariamente daqueles que despertam uma vontade enorme de repetir imediatamente uma fase depois de perder.

Quando não consigo avançar, muitas vezes prefiro simplesmente parar e voltar em outro momento.

Talvez por isso minhas cinco horas e meia já representem uma quantidade considerável de tempo para um jogo com essa proposta.

De qualquer maneira, continuo gostando dele. Não é um título que esteja ocupando o centro da minha jornada, mas funciona muito bem como uma pequena pausa divertida entre experiências mais longas.

Capítulo 3 — Crystalis: espadas elementais e lembranças do Nintendinho

Outro jogo que apareceu nesta semana foi Crystalis, um velho conhecido dos tempos de Nintendo Entertainment System, o nosso Nintendinho.

Crystalis é um jogo da SNK que conheci na época das locadoras. Lembro de alugá-lo e passar bastante tempo explorando aquele mundo, mesmo sem compreender direito tudo o que estava acontecendo.

É um jogo de que gosto muito.

Uma das coisas mais interessantes é sua estrutura de progressão. Temos diferentes espadas elementais, inimigos que exigem determinadas armas, evolução de personagem, experiência, equipamentos e novas áreas que vão sendo liberadas conforme avançamos.

Existe ali uma visão bastante direta e acessível dos RPGs de ação daquela época. Matamos monstros, ganhamos experiência, ficamos mais fortes, encontramos itens e seguimos explorando.

E eu sempre gostei dessa simplicidade.

Curiosamente, Crystalis era mais acessível para mim do que Zelda. Não estou falando necessariamente de qualidade ou complexidade, mas da minha própria relação com a jogabilidade. Eu conseguia avançar melhor em Crystalis, mesmo sem compreender praticamente nada do inglês.

Tenho inclusive uma versão traduzida do jogo, mas, por questões de compatibilidade com o RetroAchievements, estou utilizando a versão original em inglês.

Isso não tem sido um problema. O inglês do jogo é relativamente simples e, além disso, já conheço boa parte de sua estrutura e de seus acontecimentos.

Crystalis acabou se tornando outro jogo de conforto dentro da minha rotina.

Às vezes, simplesmente entro no jogo para matar monstros e subir alguns níveis. Não tenho necessariamente a intenção de avançar na história naquele momento. Quero apenas passar algum tempo explorando, enfrentando inimigos e fortalecendo meu personagem.

Em outras ocasiões, resolvo seguir adiante, completar uma nova área e continuar a aventura.

É uma relação tranquila, sem pressa e sem a necessidade de transformar cada sessão em um grande acontecimento.

Talvez seja justamente por isso que continuo gostando tanto dele.

Capítulo 4 — Bloons TD 6: macacos, dardos e balões

Um dos jogos que mais facilmente provoca expressões de estranhamento quando tento explicá-lo para meus amigos é Bloons TD 6.

Afinal, como explicar que estou dedicando dezenas e dezenas de horas a um jogo no qual macacos utilizam dardos e outras armas para estourar balões?

Porque, resumidamente, é isso.

Macacos estourando balões.

E funciona maravilhosamente bem.

Bloons TD 6 é um tower defense com uma quantidade enorme de desafios, níveis de dificuldade, possibilidades de estratégia e objetivos. É também um daqueles jogos cuja estrutura permite jogar durante muito tempo, sempre encontrando alguma coisa diferente para tentar.

Neste momento, acumulo 121 horas e 57 minutos e 32 conquistas.

É um jogo que continua me divertindo bastante e que consigo imaginar permanecendo na minha rotina por muito tempo.

Entretanto, existe uma condição importante para isso: a dificuldade precisa continuar sendo divertida.

Não tenho problema em perder fases. Faz parte da proposta de um tower defense experimentar estratégias, descobrir combinações e tentar novamente quando alguma coisa não funciona.

O problema começaria se a dificuldade deixasse de parecer um desafio interessante e passasse a transmitir uma sensação de injustiça.

Até agora, isso não aconteceu.

Mesmo quando perco, continuo sentindo que existe alguma coisa a aprender ou alguma estratégia diferente a experimentar. Portanto, Bloons TD 6 ainda cumpre muito bem sua função de entretenimento e relaxamento.

Também não tenho consultado antecipadamente sua lista de conquistas.

Por enquanto, prefiro jogar normalmente e deixar que os objetivos apareçam de maneira natural. Talvez, quando a progressão começar a exigir mais atenção e menos relaxamento, eu passe a observar melhor a lista e escolher algumas conquistas específicas para perseguir.

Mas ainda não cheguei a esse ponto.

Por enquanto, sigo bastante satisfeito com meus macacos estourando balões.

Capítulo 5 — Yu-Gi-Oh! GX Tag Force: uma sala, um PlayStation 2 e muitas lembranças

Continuo também minha jornada em Yu-Gi-Oh! GX Tag Force, utilizando a versão de PSP compatível com o RetroAchievements.

Neste momento, estou com 33 horas e 36 minutos e 8 conquistas.

É outro jogo que consigo imaginar me acompanhando por bastante tempo.

Minha relação com ele vem de muitos anos atrás, quando jogava no PlayStation 2. E existe uma lembrança particularmente viva que sempre retorna quando penso nesse jogo.

Eu me lembro da minha casa em Muriaé.

Lembro de estar sentado no chão da sala, com o PlayStation 2 também no chão, ligado à televisão, passando horas jogando Yu-Gi-Oh!.

É uma imagem muito clara na minha memória.

Eu me vejo ali, montando baralhos, experimentando cartas, pensando em combinações e passando uma quantidade enorme de tempo dentro daquele jogo.

Não é uma lembrança vaga de ter jogado alguma coisa na infância ou na juventude. É quase uma fotografia mental, com cenário, posição e sensação.

E voltar ao jogo agora acaba trazendo um pouco daquela época comigo.

A experiência continua muito divertida. Tenho alguns baralhos específicos que quero montar, mas ainda não consegui todas as cartas necessárias. Portanto, sigo jogando, adquirindo cartas e desenvolvendo minhas possibilidades.

O jogo ainda está rendendo bastante, e a presença das conquistas acrescenta uma nova camada de objetivos a uma experiência que já conhecia muito bem.

Não estou com pressa para terminá-lo.

Na verdade, gosto da ideia de que ele permaneça comigo por bastante tempo, assim como aconteceu originalmente.

Alguns jogos nos fazem lembrar de personagens e histórias. Outros conseguem nos devolver, por alguns instantes, a lembrança exata de onde estávamos quando os jogávamos.

Capítulo 6 — Fruit Clash Sort Merge: jogar apenas por jogar

O próximo jogo foge um pouco das regras que normalmente estabeleço para minha Jornada Gamer.

Trata-se de Fruit Clash Sort Merge, um jogo de celular disponível no Google Play.

Sua proposta é bastante simples. É uma espécie de Tetris com frutas, no qual duas frutas iguais se combinam para formar uma fruta maior.

Não existe aqui uma grande história, uma progressão complexa ou algum sistema elaborado que eu esteja tentando dominar.

É apenas um passatempo.

E existe um detalhe importante: o jogo não possui conquistas.

Isso significa que não tenho um registro de achievements para acompanhar. Também não consigo consultar de maneira prática a quantidade de horas que dediquei a ele, já que o Google Play não me apresenta esse histórico da forma que gostaria.

Portanto, este é um daqueles raros momentos em que simplesmente jogo sem me preocupar com qualquer tipo de rastreamento.

Não sei quantas horas tenho.

Não sei quantas partidas fiz.

Não existe uma lista de conquistas esperando para ser completada.

É apenas o Dário que abre um jogo no celular para relaxar um pouco.

E talvez isso também mereça ser registrado.

Capítulo 7 — Crossword Master Word Puzzle: palavras cruzadas e pequenas conquistas diárias

Outro jogo de celular que continua aparecendo na minha rotina é Crossword Master Word Puzzle.

Diferentemente do anterior, este possui conquistas no Google Play. Atualmente, estou com 20 conquistas de um total de 43.

É um jogo de palavras cruzadas, uma atividade de que gosto bastante e que funciona muito bem dentro da minha rotina.

Normalmente faço uma palavra cruzada por dia. Às vezes duas, mas raramente mais do que isso.

Não é um jogo no qual pretendo passar horas consecutivas. Sua função é justamente oferecer um pequeno exercício, uma pausa curta e uma atividade que posso encaixar em diferentes momentos do dia.

As conquistas estão aparecendo organicamente, sem que eu precise modificar a maneira como jogo ou perseguir objetivos específicos.

E estou bastante satisfeito com esse ritmo.

É uma experiência simples, mas que cumpre exatamente aquilo que espero dela.

Capítulo 8 — Final Fantasy Crystal Chronicles: My Life as a King e o retorno ao Wii

O último jogo desta primeira Jornada Gamer Semanal é Final Fantasy Crystal Chronicles: My Life as a King.

Ele faz parte dessa nova fase da minha jornada com o RetroAchievements, na qual comecei a revisitar jogos do Nintendo Wii utilizando conquistas.

Atualmente, estou com 6 horas e 47 minutos e 12 conquistas de um total de 44.

My Life as a King foi o primeiro jogo de Wii que escolhi para essa experiência. Parte da escolha veio justamente da impressão de que seria um título relativamente mais simples para iniciar essa nova etapa.

E, até agora, a decisão tem sido bastante agradável.

Estou reencontrando um velho amigo.

O jogo continua sendo divertido, e a presença das conquistas acrescenta objetivos que não existiam na minha experiência original.

É interessante perceber como uma pequena mudança na maneira de acompanhar a progressão consegue renovar a vontade de jogar algo que já conhecemos.

Não estou apenas repetindo uma experiência antiga. Estou construindo uma nova jornada dentro daquele mesmo universo.

My Life as a King ainda está no começo, mas já conseguiu conquistar um espaço dentro da minha rotina.

E isso, considerando o quanto tenho sentido dificuldade para encontrar jogos capazes de me prender neste ano, já é bastante significativo.

Capítulo 9 — O curioso caso das minhas conquistas mais raras

Antes de encerrar, existe um pequeno detalhe que gostaria de registrar para acompanhar nas próximas semanas.

Atualmente, todas as minhas conquistas mais raras pertencem a   Cities: Skylines.

Isso me parece bastante compreensível. Estamos falando de um jogo relativamente nichado, com objetivos bastante específicos e uma quantidade enorme de possibilidades. Algumas conquistas exigem circunstâncias que provavelmente não fazem parte da maneira como a maioria das pessoas joga normalmente.

Por isso, acredito que será bastante difícil conseguir conquistas mais raras do que essas em outros jogos.

Talvez essa situação nunca mude.

Mas seria interessante acompanhar.

Como esta é a primeira publicação da série, deixo registrado esse pequeno marco. Se a Jornada Gamer Semanal continuar, poderemos observar se alguma conquista de outro jogo consegue entrar nesse grupo.

É mais uma daquelas pequenas curiosidades que tornam interessante acompanhar uma jornada ao longo do tempo.

Conclusão — Uma semana em que o Dário Gamer se divertiu

O mais curioso desta primeira semana é perceber que nenhum dos jogos apresentados aqui precisa ser considerado uma grande novidade.

Alguns são títulos antigos que estou revisitando. Outros são experiências que já acumulam mais de uma centena de horas. Existem jogos simples de celular, um tower defense sobre macacos estourando balões, um simulador de cidades e até um velho RPG do Nintendinho.

Não existe necessariamente um grande lançamento, uma aventura cinematográfica extraordinária ou algum acontecimento que vá mudar a história dos videogames.

Mas existe uma coisa que, neste momento, considero muito mais importante.

Eu me diverti.

Depois de um período em que encontrar disposição para jogar tem sido mais difícil do que gostaria, tive uma semana prazerosa diante dos videogames.

Consegui construir cidades, organizar trânsito, disputar partidas de cartas, enfrentar monstros, estourar balões, resolver palavras cruzadas e combinar frutas no celular.

Experiências completamente diferentes, com níveis distintos de complexidade e importância dentro da minha história como jogador.

Mas todas elas encontraram algum espaço na minha semana.

Talvez eu tenha passado tempo demais procurando aquele jogo que conseguiria reproduzir exatamente a sensação que Diablo III me proporcionava. Talvez tenha me concentrado tanto na ausência daquela experiência que acabei deixando de observar os pequenos prazeres que outros jogos continuam oferecendo.

Não significa que deixei de procurar algo semelhante. Também não significa que esses jogos substituíram aquilo que sinto falta.

Significa apenas que, nesta semana, consegui me divertir com aquilo que tinha disponível.

E isso já é alguma coisa.

Nem toda semana precisa terminar com um jogo concluído, uma platina conquistada ou uma história inesquecível. Às vezes, a maior conquista é simplesmente perceber que ainda sentimos prazer em jogar.

Talvez seja essa a principal razão para criar a Jornada Gamer Semanal.

Registrar não apenas as grandes conclusões, mas também os pequenos momentos. Os jogos que permanecem, aqueles que aparecem de vez em quando, as conquistas inesperadas e as experiências que talvez nunca cheguem a uma tela de créditos.

Porque a minha história com os videogames não é feita apenas de jogos terminados.

Ela também é feita de tudo aquilo que jogo pelo caminho.

Esta foi a primeira semana.

Não sei se a série vai durar muito tempo. Talvez eu me empolgue e transforme isso em um ritual. Talvez daqui a algumas semanas eu já esteja cansado de registrar tantos números. Talvez simplesmente não tenha novidades suficientes para continuar.

Mas, por enquanto, gostei da ideia.

E, principalmente, gostei de poder terminar este texto com uma constatação simples, mas que tem feito falta em alguns momentos deste ano:

O Dário Gamer se divertiu bastante nesta semana.

Vamos ver o que a próxima reserva.

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