Jornada Gamer – Setembro: A Morte do Game Pass
Uma reflexão sobre jogos, preços, despedidas e o fim de uma fase digital. Setembro sempre leva alguma coisa embora.
Capítulo 1 – Setembros e Funerais Figurados
É engraçado pensar como alguns meses trazem em si a morte como tema. E não falo de luto literal, mas de versões nossas que deixamos para trás. Neste blog, já compartilhei momentos em que precisei me reinventar – por necessidade, por esgotamento, por ciclo. Setembro, com sua luz de fim de tarde e suas folhas amarelas, costuma ser o mês onde algo morre. Em 2025, o falecido foi o Game Pass. Ou melhor: o meu uso dele.
“A cada setembro, uma versão de mim se despede em silêncio.”
Capítulo 2 – O Começo: Brinde, Biblioteca e Esperança
Comprei o MetaQuest, e como brinde, ganhei um período gratuito do Game Pass. Parecia promissor. Uma biblioteca variada, acesso no PC e possibilidade de explorar jogos que não compraria normalmente. Mesmo sem um Xbox desde a época do 360, confesso que senti uma pontada de desejo de voltar. Quase comprei um Series S.
Mas o entusiasmo durou pouco. Ainda em 2025, o console teve dois aumentos de preço. Para mim, um sinal de alerta. E em 1º de outubro, veio o golpe final: o Game Pass Ultimate dobrou de preço. O que antes era uma boa ideia, virou um produto fora do meu perfil.
Capítulo 3 – O Custo da Biblioteca Alheia
No modelo atual, o Game Pass simplesmente não compensa para mim. Invisto melhor meu tempo e meu dinheiro em outros lugares: jogos grátis da Epic, títulos da Amazon Prime Gaming, e promoções na Steam que, sinceramente, ainda me emocionam.
Aliás, o curioso é que o Game Pass, que uma vez foi símbolo de democratização do acesso, agora parece querer voltar ao modelo tradicional. E se for para pagar caro por jogos que não são meus, prefiro comprar os que me interessam de verdade.
“Não basta acesso fácil. Precisa haver conexão emocional.”
Capítulo 4 – Troféus, Memórias e Consoles Parados
Eu até tinha planos de revisitar alguns jogos maiores pelo Game Pass. Jogos que tenho em outras plataformas e que queria ver com outros olhos. Pensava até em colecionar mais conquistas por lá, aumentar minha lista do Xbox. Mas a verdade é: ela vai parar por aqui. Assim como parou a da PSN há anos.
Hoje, há mais chance de eu consertar meu PlayStation 3 e farmar troféus nostálgicos do que comprar um Xbox novo. Isso diz muito sobre onde estão minhas raízes.
Capítulo 5 – Encerramento Temporário (ou Não)
Minha jornada pelo ecossistema Microsoft durou pouco mais de dois meses. E me despeço sem rancor, mas com consciência. A experiência não foi ruim — apenas não se encaixa mais.
Talvez eu volte. Talvez os preços mudem. Talvez o modelo mude. Mas neste setembro, ficou claro: para mim, não compensa mais.
“Encerrar ciclos também é jogar — com coragem.”
O Game Pass morreu para mim. Pelo menos por agora. E assim termina mais um trecho da minha Jornada Gamer.
Setembro de 2025. Jogando menos, escolhendo mais. Com menos hype, mas mais verdade.


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