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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Harry Potter e a Câmara Secreta — Capítulo 16

Capítulo I — Quando tudo começa a fechar

O capítulo 16 é aquele ponto da história em que não há mais como fingir que estamos apenas investigando. Aqui, o enredo chega claramente aos seus finalmentes. As peças não estão mais soltas; elas começam a se encaixar com uma precisão quase incômoda.

Com a informação de que quem foi morta pelo monstro da Câmara Secreta foi a Murta que Geme, Harry e Rony decidem confirmar isso diretamente. Não por curiosidade, mas por necessidade. A verdade agora exige verificação.

Quando o mistério começa a se resolver, a urgência substitui o medo.

Capítulo II — A escola continua, apesar de tudo

Mesmo com tudo acontecendo, Hogwarts segue tentando existir como escola. As provas são marcadas, o calendário anda, e isso força Harry e Rony a lembrar que ainda estão em um ambiente acadêmico, ainda são alunos.

Mas a escola está irreconhecível. Não há passeios, não há quadribol, não há liberdade. Os alunos não podem sair sozinhos, estão sempre acompanhados por professores. Hogwarts virou um espaço de contenção, não mais de descoberta.

Quando a segurança domina tudo, o aprendizado vira sobrevivência.

Capítulo III — Vigilância, mentira e Hermione petrificada

Harry e Rony querem perguntar a Murta o que realmente aconteceu, mas são constantemente vigiados. Qualquer movimento fora do esperado chama atenção. Quando finalmente tentam escapar, o fazem pela rota mais previsível possível: seguindo o professor mais incompetente da escola, Lockhart.

Acabam sendo interceptados por McGonagall e mentem, dizendo que queriam visitar Hermione. A mentira é prática, quase automática. Afinal, como explicar que querem ir ao banheiro feminino investigar um assassinato?

Ao verem Hermione ainda petrificada, percebem algo em sua mão. Uma página arrancada de um livro. Hermione, fiel à sua natureza, descobriu tudo antes mesmo de cair.

Algumas mentes continuam trabalhando mesmo quando o corpo é silenciado.

Capítulo IV — O basilisco e a lógica perfeita

No papel está a resposta: o monstro é um basilisco. A partir daí, tudo faz sentido.

Basiliscos são inimigos naturais das aranhas — o que explica o relato de Aragog. Têm medo do canto do galo — e isso se conecta diretamente com os galos de Hagrid mortos antes dos ataques.

É uma serpente — por isso Harry a ouvia, enquanto os outros não. Ela se move pelos canos — o que explica as vozes nas paredes e a forma como os ataques aconteciam.

Ninguém morreu porque ninguém a viu diretamente. Todos tiveram algum tipo de reflexo: a Madame Norra pela água, Colin pela câmera, outro aluno através do fantasma do Nick Quase-Sem-Cabeça, Hermione e outra aluna pelo espelho.

Quando a verdade surge, ela reorganiza o passado inteiro.

Capítulo V — O sequestro de Gina

A entrada da Câmara Secreta fica clara: o banheiro da Murta. Tudo aponta para lá. Mas, antes que consigam alertar os professores, a tragédia se antecipa.

Gina Weasley é sequestrada. E isso muda completamente o tom da investigação. Agora não é mais sobre entender o que aconteceu — é sobre salvar alguém.

Harry e Rony percebem que Gina provavelmente descobriu algo. Ela estava prestes a contar algo a eles. E isso foi o suficiente para colocá-la em perigo.

Quando alguém descobre a verdade cedo demais, o preço costuma ser alto.

Capítulo VI — Lockhart, o charlatão

Os dois procuram Lockhart, oficialmente designado para enfrentar o monstro. E é aqui que a farsa se revela por completo.

Lockhart admite que nunca lutou contra monstro algum. Ele apenas entrevista quem realizou grandes feitos, publica como se fossem seus e apaga a memória das pessoas envolvidas.

Quando tenta apagar a memória de Harry e Rony para fugir, Harry reage com um feitiço que sempre me arranca um sorriso: Expelliarmus.

Minha referência primária desse feitiço vem de Hogwarts Legacy, então toda vez que ele aparece no livro, ocorre essa inversão curiosa: o jogo vira minha memória afetiva, mesmo sabendo que a origem é literária.

Algumas referências nascem fora da ordem, mas ainda assim criam vínculo.

Capítulo VII — A descida

Eles levam Lockhart até o banheiro da Murta. Conversam com ela. Descobrem exatamente como ela morreu. E veem, finalmente, a entrada da Câmara Secreta — o lugar de onde o basilisco saiu.

A entrada exige língua de cobra. Um detalhe que também aparece em Hogwarts Legacy, onde o local existe, mas permanece fechado para quem não fala parcelmouth. Uma referência elegante e respeitosa ao material original.

Harry fala na língua das cobras. A passagem se abre. Eles descem com Lockhart.

Algumas portas só se abrem para quem carrega a maldição certa.

Capítulo VIII — Separação e inevitabilidade

Lá embaixo, Lockhart tenta novamente lançar o feitiço de esquecimento, agora com a varinha de Rony. Mas há um detalhe que nunca foi esquecido: a varinha de Rony está quebrada desde o episódio do carro.

O feitiço dá errado. Volta contra o próprio Lockhart. E, no caos, uma parede de pedra desaba, separando Harry de Rony.

Harry segue sozinho. Ele encontra, ao final do capítulo, a verdadeira entrada da Câmara Secreta: duas cobras com olhos de esmeralda.

A história está pronta para se encerrar. O herdeiro de Salazar. O basilisco. O destino de Gina.

Quando o caminho termina em solidão, não há mais escolha além de avançar.

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