Gamertag

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Harry Potter e a Câmara Secreta — Capítulo 14

Capítulo I — O semestre anda, mas a inquietação fica

O capítulo 14 dá a sensação clara de avanço. A história se movimenta, o calendário escolar segue, o segundo semestre chega com suas escolhas de matérias, treinos de quadribol, pequenas decisões que fazem parte da vida comum em Hogwarts. Existe uma tentativa de rotina.

Mas essa normalidade nunca se sustenta por completo. Ela funciona mais como pano de fundo para algo que insiste em se infiltrar. É nesse clima que o diário de Tom Riddle desaparece. As coisas de Harry são mexidas, reviradas, e a sensação de invasão se instala.

Quando algo some em silêncio, o vazio costuma falar mais alto que o objeto.

Capítulo II — O diário roubado e a suspeita que cresce

O sumiço do diário reforça uma desconfiança que Harry já vinha cultivando: há outra pessoa envolvida. Alguém que não apenas conhece o diário, mas o utiliza. A Câmara Secreta não é um fenômeno isolado, nem um erro do passado que voltou por acaso.

Ao mesmo tempo, algo estranho acontece: Harry deixa de ouvir a voz. O chamado some. O silêncio retorna. E isso não traz alívio, apenas confusão.

Aqui, pela primeira vez, eu começo a questionar seriamente as decisões de Harry. Por que ele não procura Dumbledore? Faria todo sentido contar tudo desde a primeira visita de Dobby. Mas ele insiste em resolver sozinho.

Há uma fase da vida em que pedir ajuda parece mais assustador do que enfrentar o perigo.

Capítulo III — Hermione sabe mais do que diz

Em meio a uma conversa aparentemente comum, Hermione tem um estalo. Ela lembra de algo importante, mas não compartilha. Apenas diz que vai até a biblioteca.

Esse gesto diz muito sobre a personagem. Hermione não corre para alertar, não dramatiza. Ela investiga. Confia mais nos livros do que em explicações improvisadas. É uma decisão silenciosa, mas crucial.

Algumas respostas exigem silêncio antes de exigirem coragem.

Capítulo IV — O ataque que muda tudo

Enquanto isso, Harry segue para o jogo de quadribol. O esporte, mais uma vez, surge como tentativa de escape. Mas o jogo é interrompido. Outro ataque acontece.

Desta vez, a vítima é Hermione. E esse detalhe muda completamente o peso da história. Não é mais algo que acontece ao redor. Agora atinge diretamente o núcleo do grupo.

A partir daqui, o capítulo assume seu eixo central. Tudo gira em torno dessa perda temporária. Hermione, a mente mais lógica do trio, está paralisada.

Quando a voz mais racional se cala, o caos ganha espaço.

Capítulo V — A capa, Hagrid e a injustiça repetida

Harry e Rony pegam a capa da invisibilidade e vão até Hagrid. Buscam respostas onde sempre buscaram acolhimento.

Mas encontram outra tragédia: Hagrid está sendo preso e levado para Azkaban. Cinquenta anos atrás, ele foi considerado responsável pelos ataques. E a história se repete.

A injustiça não é apenas pessoal, é estrutural. É mais fácil prender quem já foi culpado uma vez do que questionar o erro.

O passado costuma ser usado como prova quando o presente assusta demais.

Capítulo VI — Dumbledore afastado e a pista final

A situação piora ainda mais quando se revela o plano de Lucius Malfoy: afastar Dumbledore. Não basta um bode expiatório. É preciso remover quem enxerga além do óbvio.

Mesmo assim, Dumbledore parece saber que Harry e Rony estão ali. E Hagrid, antes de partir, deixa uma pista: “Sigam as aranhas.”

Essa frase imediatamente me leva ao filme, à fala clássica de Rony: “Por que sempre aranhas? Por que não borboletas?”

E isso se conecta, curiosamente, ao jogo Hogwarts Legacy, que possui uma side quest justamente de seguir borboletas. Um ciclo curioso se forma entre livro, filme e jogo.

Às vezes, a memória costura universos que nunca foram pensados juntos.

Capítulo VII — Tudo em aberto

O capítulo termina deixando tudo suspenso. Harry está praticamente sozinho. Hagrid está preso. Dumbledore foi afastado. Hermione está paralisada.

E um monstro continua à solta em Hogwarts. Todas as estruturas de proteção caíram. Restou apenas a escolha.

Não há conforto aqui. Apenas a sensação de que agora, mais do que nunca, algo precisa ser enfrentado.

Quando tudo desmorona, não sobra segurança — sobra decisão.

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