Gamertag


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Instalando o Aircrack-ng no Ubuntu 12.04

Se você usa Ubuntu como S.O. e o programa Aircrack-ng para quebrar redes wireless, deve ter notado, ao migrar para o Ubuntu 12.04, que o aircrack-ng não estava no repositório.
Até aí nenhum problema, porém ao compilar o aircrack-ng a partir do source, ocorreu uma série de erros principalmente com uma variável chamada "-Werror". Abaixo segue o que se deve fazer para instalar o Aircrack-ng num Ubuntu 12.04.

# sudo apt-get install build-essential
# sudo apt-get install libssl-dev
# wget http://download.aircrack-ng.org/aircrack-ng-1.1.tar.gz
# tar -zxvf aircrack-ng-1.1.tar.gz
# cd aircrack-ng-1.1

Na pasta aircrack-ng-1.1 existe um arquivo chamdo common.mak, edite esse arquivo com seu editor favorito, e encontre a seguinte linha:

CFLAGS ?= -g -W -Wall -Werror -O3

Apague a variável -Werror, deixando a linha como mostra o exemplo abaixo. Salve e feche a edição.

CFLAGS ?= -g -W -Wall -O3

# make
# sudo make install

Pronto. Está instalado o Aircrack-ng.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Big Brother Kinect

Patente permite à Microsoft utilizar o Kinect para vigiar e monitorar o uso de conteúdo

Eu descobri recentemente a existência de uma patente da Microsoft, intitulada de ‘Content Distribution Regulation by Viewing User’ que, provavelmente, não irá agradar aos fãs de 1984.
A idéia é que o Kinect (ou qualquer fonte de câmera compatível) pode efetivamente observar, enquanto os usuários visualizam conteúdos que tenham adquirido, ou seja, a Microsoft pode a qualquer momento solicitar a CAM do Kinect sem violar nenhuma lei, já que o acordo/contrato que você usuário aceitou, permite isso.
Claro, que os usuários podem facilmente superar essas questões, simplesmente desligando o periférico. Mas isso não vai ser tão fácil com dispositivos que utilizam câmeras embutidas. Pode-se também desconectar o console da internet, ou mesmo retirá-lo da tomada quando não o estiver usando.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Escutando serviços no Linux com netstat

O netstat

Sempre que se fala em ver as conexões que um host está abrindo com o mundo a primeira coisa que vem à cabeça de boa parte dos administradores de rede é o comando netstat.
O comando netstat aceita vários parâmetros e mostra conexões de rede, tabela de roteamento, estatí­sticas de interfaces, conexões masquerade, etc.

netstat -a

O Parâmetro -a serve para mostrar todas a conexões do computador:

# netstat -a | more
Active Internet connections (servers and established)
Proto Recv-Q Send-Q Local Address           Foreign Address         State
tcp        0      0 localhost:30037         *:*                     LISTEN
udp        0      0 *:bootpc                *:*                               

Active UNIX domain sockets (servers and established)
Proto RefCnt Flags       Type       State         I-Node   Path
unix  2      [ ACC ]     STREAM     LISTENING     6135     /tmp/.X11-unix/X0
unix  2      [ ACC ]     STREAM     LISTENING     5140     /var/run/acpid.socket

Podendo ser combinado com os parâmetros -t (netstat -at) ou -u (netstat -au) para listar respectivamente todas as conexões TCP ou UPD.

netstat -l

O Parâmetro -l serve para mostrar as conexões com estado "LISTEN" do computador:

# netstat -l
Active Internet connections (only servers)
Proto Recv-Q Send-Q Local Address           Foreign Address         State
tcp        0      0 localhost:ipp           *:*                     LISTEN
tcp6       0      0 localhost:ipp           [::]:*                  LISTEN
udp        0      0 *:49119                 *:*


Podendo ser combinado com os parâmetros -t (netstat -lt) ou -u (netstat -lu) para listar respectivamente as conexões TCP ou UPD.

netstat -n

O Parâmetro -n serve para não tentar resolver nomes, muito útil em ocasiões onde se tem um número muito grande de conexões, pois ficaríamos bastante tempo esperando o comando terminar de resolver todos os nomes.

netstat -r

Exibe as rotas de seu computador, dependendo da tabela de rotas é interessante se utilizar netstat -nr.

netstat -p

Exibe o PID e o daemon que estão ligados à porta, eficaz para encontrar qual o processo responsável.

netstat -o

Mostra o temporizador da conexão.

netstat -s

Mostra estatísticas dos protocolos, parecido com o SNMP.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Downgrade mais difícil de minha vida.

No ambiente de testes:

Para quem trabalha com infraestrutura uma das coisas mais importantes é realizar testes fora do ambiente de produção. É no ambiente de testes que todas as situações são testadas, para nunca afetar a infraestrutura propriamente dita.

O Problema

Estava testando como serviços que já utilizo à alguns anos no Centos5 se comportariam no Centos6 já idealizando um upgrade antes da versão 5 sair de produção, de forma a poder oferecer upgrade de S.O. à todos os clientes que atendi com Centos5 ao longo dos últimos anos. Em um determinado momento precisei fazer um downgrade de S.O. nessa máquina para replicar um ambiente real, porém na hora de criar as partições do sistema eu não conseguia prosseguir.

Tabela de Partição GUID

Simplificando, o GPT (Tabela de partições GUID) foi criada para resolver problemas no tamanho limite da partição MBR (Master Boot Record); o tamanho máximo de uma partição MBR é de 2 Tb (Terabytes). A partição GPT permite que esse limite seja excedido. Então, a partição GPT é necessária para usar um HD com tamanho maior à 2 Tb. 
E acontece que o Centos5 não tem suporte a esse tipo de partição (GPT), sendo necessário uma conversão da partição para MBR.

A Solução

*Apenas use os comandos abaixo caso você saiba o que está fazendo, para se remover o GPT todos os dados serão apagados, e não me responsabilizo por nenhum dano causado por mau uso. Ou seja, faça por sua conta e risco.

Normalmente em Linux o primeiro disco sata é nomeado sda1, mas para ter certeza use (como root) o comando:
# fdisk -l
Você verá algo do tipo:
WARNING: GPT (GUID Partition Table) detected on '/dev/sda'! The util fdisk doesn't support GPT. Use GNU Parted.
Quer dizer que o disco em /dev/sda tem o GPT, e é dele que queremos remover.
Como root de o comando:
# parted /dev/sda
#parted> mktable
table type: msdos
destroy data: yes
quit
Agora o GTP foi removido e a instalação pode ser realizada normalmente.

PS: Também pode ser usado o CD/DVD de instalação do Windows para executar esse processo, ao clicar em instalar ao invés de continuar o processo digite SHIT+F10 para entrar no console, digite o comando "diskpart", dentro localize o disco com a ser convertido com o comando "list disk"  normalmente será o disco 0, sabendo qual o disco digite "select disk 0" (caso realmente seja o 0), "convert mbr" e por fim "quit".

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Considerações sobre Segurança da Informação

Estamos vivendo um crescente aumento na área de segurança da informação. Nunca o assunto segurança esteve tão presente nas revistas, artigos, jornais e até programas de Tv, e muitas empresas têm obtido prejuízos incontáveis sem sequer saber porque.
Quando é falado segurança da informação, logo se vem à mente, Bancos, grandes instituições financeiras, lojas online, pois são esses os maiores alvos dos ladrões virtuais, porém esses incidentes podem também acontecer com instituições menores e até mesmo com usuários finais, acessando internet em suas residências, o que torna um entendimento mínimo sobre segurança, fundamental para qualquer usuário.
Um dos maiores bens que uma empresa tem é as informações. Há alguns anos atrás, a informação mais crítica da empresa poderia ficar segura ao ser trancada numa gaveta de alguma mesa. Hoje em dia, independente da tecnologia da empresa, a segurança da informação é uma das maiores dores de cabeça que os empresários têm.
Pense nas seguintes perguntas: 
- Você tem certeza que, enquanto você está trabalhando, não existe ninguém com acesso não autorizado conectado em sua infra-estrutura e espionando todas as informações que trafegam por sua rede?
- Você acha todos os seus funcionários, confiáveis o suficiente para delegar tarefas que exijam a manipulação de dados sigilosos?
- Você sabe se seus servidores seriam capazes de suportar um ataque DDoS e continuarem online? Você testa esse tipo de ataque?
- Você poderia afirmar com certeza que informações confidências de sua empresa não estão sendo enviadas para os seus concorrentes?
- Você poderia afirmar que sua rede é segura, que dados importantes/sigilosos trafegam criptografados, que somente existem hosts autorizados e que todas as aplicações que são usadas foram desenvolvidas utilizando técnicas de programação seguras? 
- Segurança em sua empresa se resume à antivirus em seus hosts?
Se você não tiver as respostas para essas perguntas significa que você é um alvo em potencial para os hackers, e que seu setor de segurança cometeu falhas ou sequer existe. Se está perdido e não sabe o que fazer, procure uma consultoria em segurança.