Gamertag

sexta-feira, 27 de junho de 2025

TMNT - Shredder's Revenge - Jornada Gamer

Jornada Gamer – Tartarugas, Conquistas e Nostalgia

Um jogo novo com cheiro de infância. Quando o passado bate no controle, o sorriso é inevitável.

1. A Primeira Mordida na Pizza da Memória

Continuando minha jornada gamer, fui surpreendido por um jogo que já estava na minha biblioteca da Epic há algum tempo: Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder's Revenge, da Dotemu. O motivo para finalmente apertar “jogar” foi simples: conquistas.

Mas, antes das metas e troféus, veio o reencontro. Um salto direto pros anos 90. Eu era uma criança com um Phantom System nas mãos, jogando Tartarugas Ninja II da Konami, encantado por Nova York congelada e frustrado com a ausência de chefes como Rocksteady e Bebop lutando juntos na minha versão. E mesmo assim, voltava a jogar sempre. Dadas as limitações óbvias, era o mesmo jogo dos arcades que e tanto jogava. Joguei Tartarugas Ninja III, zerei Turtles in Time, revisitei os fliperamas sempre que dava. Tudo isso antes da vida me atropelar com outras prioridades.

“O verdadeiro poder da nostalgia está em nos fazer sentir vivos num tempo que já passou.”

2. Shredder's Revenge: Um Novo Jogo Antigo

O que a Dotemu conseguiu com Shredder's Revenge é raro: criar algo novo com a alma do antigo. O jogo é uma verdadeira carta de amor aos beat’em ups das Tartarugas. Inimigos clássicos, fases coloridas, trilha sonora pulsante e aquela jogabilidade intuitiva que faz o controle parecer uma extensão do corpo.

Ao mesmo tempo, há profundidade. Combos variados, novos golpes, personagens com estilos diferentes... É um jogo que respeita o passado sem medo de evoluir. E cada novo chefe me fazia sorrir. “Eu lembro dele!”, eu repetia. Mesmo os que pareciam novos se encaixavam como se sempre tivessem estado lá.

Sobre o controle, estou jogando em meu 8bitdo que lembra demais o de meu Phanton System.

“Alguns jogos não envelhecem. Eles amadurecem conosco.”

3. Leonardo, Meu Velho Amigo

Comecei, como sempre, com o Leonardo. Meu personagem preferido desde os tempos do NES. E ao final da campanha, fui testar o Michelangelo. O jogo surpreende também nisso: cada tartaruga tem sua “pegada”. A leve mudança no ritmo, no alcance, nos movimentos — pequenos detalhes que criam vontade de rejogar, de experimentar o mesmo jogo sob um novo olhar.

Terminei a história sem pensar em troféus. Só depois fui ver as conquistas que já havia desbloqueado. E foi aí que entendi: Shredder’s Revenge não é só um jogo para terminar. É um jogo para revisitar. Para se divertir em sessões curtas ou maratonas em multiplayer. Um daqueles jogos que permanecem instalados mesmo depois do “zerado”.

4. Conquistas, Replays e Possibilidades

Não sei se vou platinar. Talvez sim, se as conquistas forem naturais, divertidas. Talvez não, se algumas forem do tipo que mais parecem planilha de tarefa. Ainda não vi a lista completa — fui descobrindo as conquistas na tela, uma por uma, como surpresas no caminho.

Mas sei de uma coisa: vou jogar mais vezes. Vou experimentar outras tartarugas. Vou chamar amigos. Vou tentar o modo arcade. E, no fim, talvez eu acabe destravando tudo sem nem perceber.

“A melhor conquista de um jogo é querer voltar a ele sem que nada te obrigue.”

5. A Vontade de Regressar

Esse jogo fez algo raro: me deu vontade de revisitar os antigos. Voltar para o Tartarugas Ninja II do NES. Tentar zerar o Turtles in Time com outra perspectiva. E quem sabe até explorar os ports de arcade pelo RetroAchievements.

Quando um jogo novo te desperta saudade do antigo, ele acerta em cheio o coração do jogador. E *Shredder’s Revenge* fez isso com maestria. Um dos melhores encontros que tive nessa nova fase da minha jornada gamer.

6. Conclusão: A Revanche do Coração

Shredder’s Revenge não é só um jogo de ação. É um reencontro. Com os controles, com a infância, com o prazer puro de jogar. Ele me lembrou que não é sobre gráficos ultrarrealistas ou mundos infinitos — é sobre conexão. Sobre memória. Sobre um sorriso sincero ao derrotar um vilão que você enfrentou aos 9 anos de idade.

Terminar esse jogo foi como terminar uma conversa com velhos amigos. E a certeza de que eles estarão ali, esperando, quando eu quiser voltar.

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