Ecos do Passado – 1958 (Parte 2: Top 10 comentado)
Se na Parte 1 registrei o Top 100 histórico, agora é hora de olhar com mais cuidado para o Top 10 de 1958 e ouvir o que suas notas ainda sussurram. É aqui que os ecos se transformam em aprendizado musical.
1. Volare (Nel blu dipinto di blu) – Domenico Modugno
Instrumentação: arranjo orquestral com cordas e metais, base suave de violão.
Estilo: canção italiana que atravessa fronteiras, mistura de balada romântica com pop internacional.
Inspiração de estúdio: testar camadas de cordas no FL Studio (usar strings ensemble), criar atmosfera ampla com reverb.
Essa me é uma música conhecida, porém não nessa versão, me lembro de uma versão mais atual, bem mais latina, agitada, talvez nos anos 90 um mistério para outro dia. É uma boa canção, agora será descobrir se ela realmente merece o primeiro lugar do ano.
2. All I Have to Do Is Dream – The Everly Brothers
Instrumentação: guitarras acústicas e elétricas limpas, backing vocals em harmonia dupla.
Estilo: balada pop-country.
Inspiração: experimentar gravação de harmonias vocais em duas vozes, ou duplicar vocais no DAW para criar efeito Everly.
Não me lembro dessa, porém é um estilo mais que batido, conheço milhares de músicas semelhantes, me lembra muito the beatles
3. Don't – Elvis Presley
Instrumentação: piano, baixo marcado, cordas discretas.
Estilo: balada lenta com interpretação vocal dramática.
Inspiração: focar no poder da interpretação vocal – até um arranjo simples ganha peso com nuances de voz.
Canção romântica do Elvis, é meio que chover no molhado, gostosa, cadenciada, e conta com a voz poderosa do Rei, excelente música.
4. Witch Doctor – Ross Bagdasarian
Instrumentação: piano boogie-woogie, vozes aceleradas com truque de fita.
Estilo: novelty song (humor + técnica de estúdio).
Inspiração: lembrar que efeitos criativos (pitch shifting, time stretch) já eram usados em 1958. No FL, brincar com resample.
A música começa bem, alegre quando de repente ouço Os Esquilos não me aguentei de rir, bem divertida, entendo o motivo de aparecer na lista.
5. Patricia – Perez Prado
Instrumentação: metais latinos, bongôs, piano.
Estilo: mambo instrumental.
Inspiração: montar groove latino no FPC (bateria latina) e usar brass stabs em sincope.
Gostosinha, deve ter sido muito dançada na época, mas não seria algo que eu ouviria normalmente em meus dias.
6. Sail Along, Silv’ry Moon – Billy Vaughn
Instrumentação: saxofones, metais em coro, guitarra de apoio.
Estilo: instrumental orquestrado de easy listening.
Inspiração: explorar arranjos de sopros em camadas, usando seções de sax em VSTs.
Segunda música apenas instrumental da lista, também não me pega muito mas me coloca a pensar que desde os anos 50 já existiam músicas unicamente instrumentais, nunca tinha pensado nisso.
7. Catch a Falling Star – Perry Como
Instrumentação: violinos, coro suave, bateria leve em contratempo.
Estilo: balada pop orquestral.
Inspiração: experimentar backing vocal suave (pads vocais ou corais digitais).
Que início gostoso, bela voz, levada gostosa, também um estilo muito comum em filmes e desenhos existiam muitas músicas semelhantes
8. Tequila – The Champs
Instrumentação: guitarra elétrica, sax tenor, bateria swingada.
Estilo: rock instrumental com latin groove.
Inspiração: groove simples de três notas vira clássico. Tentar loops de guitarra + sax sample no FL.
Facilmente reconhecida, na minha opinião a melhor até o momento, fato curioso a usei a poucos tempos atrás como música em uma foto de meu insta. Ou seja ainda a ouço atualmente.
9. It's All in the Game – Tommy Edwards
Instrumentação: cordas, piano, bateria suave.
Estilo: balada pop com roots jazzísticos.
Inspiração: usar progressões harmônicas ricas, com modulações suaves.
Mais uma balada, até boa mas quando se tem Elvis em atividade é difícil se destacar no mesmo estilo.
10. Return to Me – Dean Martin
Instrumentação: acordeão, violinos, contrabaixo acústico.
Estilo: balada romântica com toque italiano.
Inspiração: resgatar timbres como acordeão, pouco usados hoje, para criar clima nostálgico.
Mais outra balada essa um pouco mais inspirada, a voz me agrada mais que a anterior, imagino que esse seja o estilo dominante da época.
“Entre orquestras e riffs simples, 1958 mostra que não existe regra: tanto a grandiosidade quanto a simplicidade podem marcar gerações.”
Eu teria de ouvir o restante da lista, mas tenho uma impressão que meu top10 talvez fosse bem diferente, quem sabe não penso nisso num projeto futuro.


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