Ecos do Passado – 1959 (Parte 2: Top 10 comentado)
1959 trouxe uma diversidade sonora: baladas românticas, músicas cômicas, soul em ascensão e instrumentais marcantes. Cada faixa do Top 10 traz ecos que ainda podem ser ouvidos em produções atuais.
“De marchas históricas a baladas suaves, o Top 10 de 1959 é um retrato da transição entre a inocência dos 50 e a ousadia que viria nos 60.”
1. The Battle of New Orleans – Johnny Horton
Instrumentação: banjo, violino country, percussão marcial.
Estilo: country-folk narrativo.
Inspiração de estúdio: criar arranjos com ritmo “marchado”, usando percussão seca no FL Studio.
Particularmente não gostei, talvez ela tenha alguma conotação na letra/estilo que tenha a colocado em primeiro lugar, mas ouvindo uma primeira vez não vejo motivos para isso, não me pegou essa canção.
2. Mack the Knife – Bobby Darin
Instrumentação: big band completa: metais, contrabaixo acústico, bateria swing.
Estilo: jazz/swing adaptado ao pop.
Inspiração: experimentar camadas de brass (trompetes, sax) com swing em contratempo.
Gostei da música, porém talvez pela minha visão de tantos anos depois me parece genérica, devo ter ouvido centenas de músicas semelhantes e que eu não conseguiria diferenciar essa do montante, porém é uma música gostosa de se ouvir.
3. Personality – Lloyd Price
Instrumentação: metais em riffs curtos, piano marcante, bateria soul.
Estilo: R&B com pegada alegre.
Inspiração: pensar em grooves de metais como elemento central da faixa.
Esse é um estilo que pessoalmente me agrada mais, gosto bastante inclusive, então acaba me sendo mais agradável.
4. Venus – Frankie Avalon
Instrumentação: cordas orquestrais, violinos em legato, voz em destaque.
Estilo: balada romântica de crooner teen idol.
Inspiração: testar cordas suaves em background, com vocal seco em primeiro plano.
Baladinha super gostosa, levada suave, voz na medida certa, backs bem ajustados, excelnte música.
5. Lonely Boy – Paul Anka
Instrumentação: piano, cordas, backing vocals femininos.
Estilo: balada pop adolescente.
Inspiração: usar backing vocals como resposta à melodia principal.
Música chiclete, feita pra fazer sucesso, muito boa, destaque positivo na voz principal, passa muita emoção.
6. Dream Lover – Bobby Darin
Instrumentação: violão acústico, baixo, arranjo com leve doo-wop.
Estilo: balada pop com influência jazzística.
Inspiração: explorar acordes maiores e progressões simples, mas com timbre de voz forte.
O exato tipo de música que eu esperava ouvir quando pensei numa lista de top mais dos anos 50, excelente, nada mais a dizer.
7. The Three Bells – The Browns
Instrumentação: harmonias vocais, guitarra limpa, baixo acústico.
Estilo: balada country-pop.
Inspiração: recriar coros a três vozes, distribuindo no panorama estéreo.
Não faz muito o estilo que gosto, mas tem seu lugar, uma pegada mais 50's country me lembrou bastante Simon & Garfunkel obviamente não tão bom na minha opinião.
8. Come Softly to Me – The Fleetwoods
Instrumentação: harmonia vocal sussurrada, guitarra e percussão mínima.
Estilo: doo-wop delicado.
Inspiração: usar vozes tratadas com reverb suave, recriando atmosfera intimista.
Mais lenta, suave, delicada.
9. Kansas City – Wilbert Harrison
Instrumentação: guitarra elétrica com riffs de blues, piano marcante.
Estilo: rhythm & blues.
Inspiração: montar groove blues no FL Keys + guitarra elétrica em riffs curtos.
Essa eu conhecia, porém, a versão que conheço é a dos seriado "The Jacksons". Muito boa, porém acredito que covers mais atuais elevem a qualidade.
10. Mr. Blue – The Fleetwoods
Instrumentação: harmonia vocal suave, arranjo minimalista com guitarra e cordas discretas.
Estilo: pop vocal.
Inspiração: testar camadas vocais em dinâmica baixa, para criar clima melancólico.
Essa acaba por ser uma vocalização que parece conhecida, me passa uma pegada bem Disney, devo ter ouvido dezenas de desenhos com esse tipo de canção/cantar.
“O Top 10 de 1959 mostra a força das vozes e harmonias: do jazz orquestrado às baladas adolescentes, tudo girava em torno da interpretação.”
Numa primeira impressão, pegando apenas os top10, 1959 me pareceu um ano musicalmente inferior ao seu antecessor, obviamente seria interessante ouvir o resto da lista para ver se não encontro algo que agrade mais meu gosto pessoal. Mas tem sido uma jornada interessante nesse início.


Nenhum comentário:
Postar um comentário