Capítulo I — As peças continuam sendo posicionadas
O Capítulo 8 é mais um daqueles capítulos de afirmação da história. Nada explode. Nada resolve. Mas tudo se encaixa um pouco mais.
As aulas continuam. A rotina da escola segue seu curso. Harry gosta cada vez mais das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Lupin conquista os alunos com naturalidade. Enquanto isso, as aulas de Poções com Snape ficam mais tensas.
Algumas rivalidades não precisam crescer — elas apenas se aprofundam.
Capítulo II — Snape, orgulho ferido e atmosfera pesada
Depois do episódio do bicho-papão vestido com as roupas da avó de Neville, Snape está ainda mais amargo. A humilhação — mesmo indireta — parece ter deixado marcas.
Quando você já está imerso no universo, seja pelos livros ou por Hogwarts Legacy, é muito fácil visualizar a cena: Snape atravessando a sala, passos rígidos, olhar cortante, silêncio pesado.
Harry não gosta das aulas de Snape. E também não gosta das aulas de Adivinhação. Uma o oprime. A outra o condena.
Entre o sarcasmo e o presságio, Harry nunca tem descanso.
Capítulo III — Bichento, Perebas e algo maior
Hermione e Rony têm uma pequena rusga. O gato Bichento tenta atacar Perebas. Parece algo simples. Um conflito doméstico.
Mas existe algo de estranho nisso. Eu me lembro que essa história é maior. Não sei se neste livro. Não sei se é reflexo dos filmes. Mas sei que há algo ali.
Nem todo detalhe em Harry Potter é casual. Alguns parecem pequenos. Até que deixam de ser.
Às vezes o que parece apenas instinto é, na verdade, intuição narrativa.
Capítulo IV — A expectativa por Hogsmeade
Finalmente chega o dia da visita a Hogsmeade. E aqui há algo curioso. Eu estava animado. Muito animado.
Eu já conheço Hogsmeade. Eu caminhei por ela incontáveis vezes no jogo. Comprei vassouras. Poções. Ingredientes. Passei por aquelas ruas.
Mas, assim como Harry, eu fico para trás.
Os alunos vão. Harry fica. E eu fico com ele.
Às vezes a frustração do personagem se torna também a nossa.
Capítulo V — Lupin, Voldemort e o medo coletivo
Harry encontra Lupin. Conversam. E finalmente a explicação: o professor não o deixou enfrentar o bicho-papão porque temia que ele se transformasse em Lord Voldemort.
Não por incapacidade de Harry. Mas pelo impacto que isso causaria nos outros alunos.
É um detalhe importante. Lupin não pensa apenas no indivíduo. Ele pensa no coletivo.
Às vezes proteger alguém é também proteger os que estão ao redor.
Capítulo VI — A poção de Snape e a suspeita conveniente
Snape aparece com um cálice. Lupin está doente. Desde o trem, aliás.
A poção é difícil. Poucos sabem fazer. E Snape sabe.
O livro planta a suspeita. Mas eu não compro. Mesmo que eu não tivesse visto os filmes, acho que já perceberia o padrão: o primeiro suspeito nunca é o culpado.
Snape não parece vilão — parece ferido.
Capítulo VII — Quadribol e memória recente
O treino de Quadribol ganha peso emocional. O goleiro está no último ano. Nunca ganhou a taça.
No primeiro ano, Harry se machuca. No segundo, o campeonato é cancelado. Este é o último ano. A última chance.
E aqui minha experiência recente entra de novo: comprei o jogo Harry Potter: Campeões de Quadribol. Tenho treinado. E agora o esporte tem uma camada extra de significado.
O que era apenas narrativa agora também é prática.
Capítulo VIII — A Festa das Bruxas e o quadro rasgado
A Festa do Dia das Bruxas traz leveza. Doces. Dedos de mel. Amizade.
Mas quando retornam para a sala comunal, algo está errado. A Mulher Gorda não está lá. O quadro foi atacado.
Dumbledore chega. O clima muda. Pirraça sabe algo.
E aqui há algo que me pesa: Pirraça não está nos filmes. Mas está no jogo. E nos livros ele tem presença. Ele é caos. Ele é testemunha.
O que os filmes cortam os livros preservam.
Capítulo IX — A revelação
A revelação final: Sirius Black atacou o quadro. A Mulher Gorda fugiu.
O perigo, que antes era rumor, agora tem ação concreta.
O livro não avança a história de forma explosiva. Mas muda o clima. O risco não é mais distante. Ele tocou as paredes de Hogwarts.
Quando o inimigo alcança a porta, a ameaça deixa de ser teoria.


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