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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban — Capítulo 11

Capítulo I — A raiva que não deixa dormir

O Capítulo 11 começa com um Harry diferente. Não é apenas o aluno preocupado, nem apenas o garoto traumatizado pelos dementadores. É alguém profundamente perturbado pela revelação que ouviu no Três Vassouras. Sirius Black não era apenas um fugitivo. Era o melhor amigo de seu pai. Era seu padrinho. E, segundo a versão oficial, foi o traidor que entregou os Potters a Voldemort.

Essa informação não entra de forma neutra. Ela queima. Harry não consegue dormir. Ele revisita mentalmente a história. Tenta organizar os sentimentos. Raiva. Injustiça. Confusão.

Há revelações que não assustam — elas ferem.

Pela primeira vez neste livro, o conflito deixa de ser apenas externo. Não é mais apenas Sirius à solta. É a ideia de traição infiltrando o passado de seus pais.

Capítulo II — Natal e contraste emocional

E então, quase abruptamente, o calendário avança. É o primeiro dia das férias. O clima de Natal toma conta do castelo. E essa transição é curiosa: o coração de Harry está pesado, mas o ambiente ao redor é leve.

Hogwarts tem essa capacidade de continuar existindo mesmo quando alguém está em crise. O mundo não pausa. O Natal chega de qualquer forma.

O mundo nunca sincroniza perfeitamente com o que sentimos por dentro.

Capítulo III — A Firebolt e o mistério do presente

E então vem a surpresa. Harry recebe uma vassoura. A Firebolt.

Aquela mesma que ele observava com desejo. Aquela que ele namorava nas vitrines. O objeto máximo de excelência no Quadribol.

Mas ela chega sem cartão. Sem explicação. Sem assinatura.

Rony e Hermione imediatamente entram em alerta. Quem teria enviado? Dumbledore? Lupin? Ou… Sirius Black?

Às vezes o melhor presente carrega a pior suspeita.

Hermione toma a decisão difícil. Conta à professora Minerva. A vassoura é confiscada para inspeção. Harry perde a Firebolt antes mesmo de usá-la.

Não é apenas frustração. É desconfiança infiltrando a alegria.

Capítulo IV — Hagrid e o peso da injustiça

Paralelamente, há outra história. Hagrid está devastado. Bicuço pode ser sacrificado por causa do ataque a Malfoy.

A cena na cabana de Hagrid é uma das mais humanas do capítulo. Não há mistério ali. Há tristeza. Há medo de perder algo que se ama.

Harry sequer confronta Hagrid sobre a história de Sirius. Ele percebe que aquele não é o momento. Hagrid está vulnerável demais.

Às vezes a empatia fala mais alto do que a necessidade de respostas.

O trio começa a estudar para ajudar na defesa de Bicuço. O conflito deixa de ser apenas mágico — torna-se jurídico. Formal. Burocrático.

Capítulo V — Três linhas de tensão

O capítulo se sustenta em três tensões paralelas:

  1. Harry perturbado com a traição de Sirius.
  2. A Firebolt sob suspeita.
  3. O possível sacrifício de Bicuço.

Nenhuma delas explode. Mas todas crescem.

Nem todo capítulo avança pela ação. Alguns avançam pela pressão.

Capítulo VI — A sombra de Sirius continua

Mesmo com o clima natalino, mesmo com a vassoura, mesmo com a cabana de Hagrid, Sirius Black permanece como pano de fundo.

Ele deixa de ser apenas ameaça física e passa a ser ameaça moral.

A ideia de que alguém tão próximo poderia ter traído os pais de Harry é mais perturbadora do que qualquer dementador.

O passado, quando se revela distorcido, é mais assustador do que o presente.

E assim o capítulo termina: sem confronto direto, mas com o coração de Harry ainda mais pesado.

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