Nintendo Switch 2 – Primeiras impressões, expectativas e receios
Esse texto reflete a minha opinião,
totalmente poluída pelas minhas experiências,
jogo Nintendo desde o NES em meu Phantom System,
uma de minhas últimas memórias de minha mãe
em minha infância foi jogando Zelda e Mário,
já na minha vida adulta quando me mudei de cidade/estado
morei em um quarto com uma cama, ventilador e um guarda-roupa
onde meu WiiU foi essencial nessa fase de minnha jornada.
Dito isso, vamos ao texto...
Uma apresentação da Nintendo costuma ser um evento. Mas o que vimos ontem... foi quase uma nova era se abrindo. E não só pela chegada do sucessor de um dos consoles mais icônicos da Big N, mas pela maneira como as promessas foram empilhadas com confiança, nostalgia e ousadia.
Mario Kart World — O caos que faz sentido
O mundo parece correr mais rápido do que nunca. E no meio desse ritmo frenético, chega um jogo que não apenas acompanha, mas amplifica: Mario Kart World, título de lançamento do Nintendo Switch 2, não tenta ser uma continuação — ele parece um rompimento.
Uma mistura que bate como um soco de nostalgia turbinada: Mario Kart World mistura as corridas clássicas de kart da série com um mundo aberto a ser explorado. Uma corrida que se funde entre pistas. Um caos organizado, o exato tipo de insanidade que combina muito com o jeito Nintendo fazer algo que já existe, com a sua própria assinatura. E de cara já fica o recado: esse é o carro-chefe do lançamento. Literalmente. Tudo ali parece milimetricamente pensado para ser a vitrine inicial do novo console.
Logo no primeiro trailer, o que se vê não é mais apenas uma corrida em pistas delimitadas. É o caos. É a liberdade. São 24 corredores, cruzando pistas, saltando entre mapas, colidindo em rotas que antes não se cruzariam. O jogo que era sobre circuitos fechados agora parece sobre mundo aberto em velocidade máxima.
É difícil não pensar no quanto essa mudança dialoga com a nossa experiência moderna: tudo se mistura, tudo se choca. As rotas não são mais previsíveis. Como na vida, você acha que vai seguir um caminho — e alguém te lança de paraquedas em outra realidade. E você continua, com boost ou sem boost.
Caos calculado, adrenalina orquestrada
Vinte e quatro jogadores simultâneos. A primeira impressão é de descontrole total. Mas há beleza no caos, e Mario Kart sempre foi sobre isso — um jogo de ultrapassagens improváveis, cascos azuis e reviravoltas no último segundo. Agora, esse DNA se expande para um jogo onde o percurso é fluido e múltiplo. Onde talvez você nem saiba exatamente para onde vai, mas o caminho continua valendo a pena.
Esse novo modelo, com pistas interconectadas, lembra mais um Battle Royale de corrida do que um GP tradicional. E isso é uma virada. Não apenas em mecânica, mas em filosofia de design. A Nintendo parece ter entendido que as pessoas não querem mais jogar da mesma forma. Querem explorar, improvisar, colidir e rir — tudo ao mesmo tempo.
Reinvenção sem perder o cheiro
Curiosamente, Mario Kart World consegue parecer novo sem perder o cheiro de infância. Os personagens estão lá. Os power-ups também. Mas agora eles agem em um palco maior. Menos pistas, mais universo
A Tela e Seu Impacto
Agora, vamos falar sério. O verdadeiro salto da apresentação — pelo menos pra mim — está na tela. E não é sobre ser bonita ou maior. É sobre ela ser de 120Hz. E isso, para quem joga e entende o que isso representa, é um divisor de águas.
VRR — a taxa de atualização variável — emparelhada com uma tela de 120Hz permite algo fundamental: fluidez verdadeira, mesmo quando o jogo não consegue manter taxas fixas de quadros. Isso resolve um problema clássico: artefatos visuais que aparecem quando a taxa de quadros não casa perfeitamente com a taxa de atualização da tela. Sabe aquela sensação de que a imagem "quebra" ou "pula"? Isso some.
Vamos a alguns exemplos práticos. Uma tela de 60Hz pode lidar bem com jogos a 30fps, porque cada quadro é repetido duas vezes. Mas jogos a 24fps? Esquece. Não tem divisão perfeita. Surgem os artefatos. Com uma tela de 120Hz, isso muda completamente. 120 dividido por 24? 5. Ou seja, o console pode repetir cada quadro por cinco atualizações, e tudo continua fluido. O mesmo vale pra 30fps (divisão por 4), 60fps (divisão por 2) e até pra uma joia da fluidez chamada 40fps — uma estratégia adotada no PS5, por exemplo, que oferece um meio-termo excelente entre performance e qualidade gráfica.
HDR? Sim, foi prometido. Mas aqui vale um pouco de ceticismo. Em uma tela de 8 polegadas, a diferença real do HDR é muito limitada. A não ser que seja OLED, com contraste absurdo e brilho alto, o impacto será mínimo em modo portátil. Porém, como o Switch vai pra dock e depois pra sua TV de mais 55", a presença do recurso é muito bem vinda, visto que os jogos já farão uso da tecnologia.
Joy-Cons com Mouse
Outro ponto: suporte a mouse nos Joy-Cons. Aqui o salto não é técnico, é de paradigma. Significa abrir espaço pra uma nova gama de jogos — especialmente estratégia, gestão e point-and-click. Pensa em Civilization VII com suporte a isso. Pensa num Metroid Prime com mira precisa. Ou, como eu sonho, um Diablo IV com controle ou mouse, no mesmo Switch. Isso seria o ápice.
O Apoio das Third Parties
A apresentação fez questão de ressaltar: as third parties estão a bordo. From Software chega com uma nova IP — exclusiva, pelo que parece, além de Elder Ring. Ubisoft, Capcom, Namco. Todos os nomes estavam lá. Mas aqui vai o parêntese necessário: a gente já viu isso antes, no Wii U. A diferença é que agora o console tem tudo para emplacar. O WiiU confundia as pessoas. O Switch 2 não parece cometer esse erro.
Donkey Kong e GameCube
Um ponto alto, quase emocional: Donkey Kong 3D. Finalmente. Um jogo novo da franquia em três dimensões. Tanta gente esperando isso há anos. E jogos de GameCube no NSO. Um mundo de possibilidades se abre. F-Zero GX. Wind Waker. Soul Calibur. Tudo isso jogável, acessível, com melhorias, e com multiplayer online. A linha do tempo se curva. O presente se reconecta com o passado.
Mas e o Preço?
Mas nem tudo é flores. A apresentação pulou o preço. Nada. Nem console, nem acessórios, nem jogos. Isso me deixou desconfortável. Quando você evita falar de preço num evento de anúncio, é sinal de que ele pode não ser bonito. E aqui, para nós no Brasil, isso pesa ainda mais. O hype é real, mas o susto na etiqueta também pode ser.



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